sábado, 27 de setembro de 2008

Pelas estradas

Da janela do avião, vi que a Avenidas dos Bandeirantes estava congestionada. Ainda assim, resolvi ir por ela, na esperança de que fosse somente uma impressão. Não era. Sempre brinco, dizendo que temos muitos caminhos em São Paulo, mas em alguns dias somente escolhemos onde queremos ficar parados. E era um desses dias.

Pelo caminho, três carros quebrados na minha pista, três carros quebrados na pista de lá. O trânsito já não anda, essas quebras atrapalham ainda mais. Mas, fazer o quê, ninguém escolhe onde quebrar.

Na marginal, o anda-e-pára de sempre. Com toda a paciência do mundo, até chegar à saída da Rodovia dos Bandeirantes. Motoristas com muita pressa, ultrapassando pela direita, fazendo malabarismos em nossa frente. Eu ia pela terceira pista (à esquerda, no trecho em que existem quatro), a 110 km/h, e um caminhão vinha me pressionando para abrir passagem para ele. Que deveria andar a, no máximo, 90 km/h. Depois desse, vários. A velocidade é somente um referencial, concluo. Passa, xinga, e vai, pressionando outros. Quando acontecem aqueles acidentes com caminhões, sempre devastadores, é de se admirar que haja quem se admire. Andando desse jeito, na verdade, a surpresa é que não haja mais acidentes.

Passando pelo Hopi Hari, uma pirotecnia só, com rojões e muitas luzes coloridas. Muitas, muitas cores, bem enquanto estava passando. Agradeci, mas não podia parar. A cada pedágio, o pensamento de que estava mais próximo.

Até que cheguei, cansado, resignado. Mas feliz por estar de novo em casa.

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