segunda-feira, 1 de setembro de 2008

História não se apaga

Sempre me disseram que Brasília era uma cidade inóspita. Minha experiência desmentiu isto.

Recebi neste blog um comentário de um amigo que há muito não vejo. E que, com sua esposa e filhos, foram companheiros constantes em nossas andanças pela corte. Mais que isto: foi um valioso companheiro de trabalho, daqueles que são capazes de combinar tudo com um olhar.

Tínhamos uma turma, uma grande turma. E todo final de semana nos reuníamos para alguma coisa: churrasco, fondue, feijoada, seja lá p que fosse. O importante era a reunião. E a máxima: "perca o amigo, mas não perca a chance de sacanear".

Quando comecei este blog, era para me divertir. Para dar vazão àquelas conversas pelas quais ninguém tem interesse. Por isto, escrevo. Estes dias, entretanto, uma amiga despediu o blog. Sem aviso prévio. Disse que não me encontrava nos textos, e imagino que seja verdade. Eu raramente me exponho mais do que superficialmente. E ela, assim como esse meu amigo, tiveram acesso a muito mais que isto, por causa de algum castigo, imagino eu. Mas percebi que procuravam, pelos textos, diminuir a distância imposta pelo tempo. Não conseguirão, de fato.

Mas pesou a consciência. Sempre tive, com esse tipo de amigos, conversas muito mais profundas que estes mal digitados textos trazem. E sempre me expondo com a paixão que caracteriza minhas ações. Para quem me conhece, serão somente burocráticos estes textos.

Minha amiga desistiu. Se eu quiser, disse ela, que telefone ou vá visitá-la. Meu amigo, entretanto, está com sua nova casa pelas estradas, um motorhome que o faz um nômade. Para ele, não haverá visitas tão cedo. Mas espero que sim.

Enfim, este espacinho para minha diversão ganha responsabilidade. Uma amiga, que conhece um pouco de meu dia-a-dia disse que sou muito transparente. E outra, que nem sempre sabe o que está acontecendo, me chama de esfinge, acho que pelos segredos que parecem se esconder nas palavras soltas no espaço.

Os dois amigos a que me referi no início trabalharam comigo. Diretamente. Convivemos durante anos, e compartilhamos muitos momentos. É natural que não "me achem" neste blog. Mas, se procuram, devem encontrar, Vou me esforçar.

Ah, e não divulgo meu blog por causa do caráter "sem compromisso" que quis dar a ele. Mas, como tudo nesta vida, acho que ele ganhou vida própria. Vamos embalá-lo, portanto.

Nossa história nunca se apagará. Mas vou ajudar, registrando aqui a minha versão dos fatos. Às vezes fantasiosa, no mais das vezes piegas, mas minha versão. Afinal, dizem que a verdade não é senão a versão aceita dos fatos.

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