quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Regulamentação de serviços

Quando contei de minhas agruras com minha conexão à internet, nem imaginava que a solução estava próxima. Bem, ao menos parece estar. A regulamentação dos serviços de Call Center de alguns tipos de empresas parece que vai atender aos grandes anseios da população. Ela prevê algumas regras que devem tornar algumas tarefas mais fáceis para nós, como o cancelamento de serviços, por exemplo.

Sobre a minha aventura pelo atendimento da Telefônica, a ANATEL deve ter atuado, já que recebi uma ligação dizendo que a conexão Speedy seria cancelada (em até 48h). E realmente foi. Mas acho que alguém ficou magoado, pois cortaram também o telefone. Nova ocorrência (telefônica e ANATEL) , já está normal de novo.

Depois reclamam que o país precisa de heróis. Se não fosse a agência nacional, meu problema estaria, a esta altura, se arrastando. Se não fosse a legislação, já tardia, as empresas (telefonia, internet, TV por assinatura) continuariam com seu império de mal-criações, o tal do saco de maldades daquele ex-presidente do Banco Central. Nossos heróis?

Nem tanto. No início das privatizações, Luis Nassif, então na Folha de São Paulo, publicou, num artigo, a experiência da Telemig sobre ligações interurbanas. Um técnico (há sempre um abnegado) apurou que, se deixassem de cobrar a taxa de interurbano, poderia haver aumento de receita, já que as pessoas passariam a ligar mais. E foi o que houve. Uma experiência de sucesso, não? Não. Logo em seguida ás privatizações, o consumidor foi obrigado a, nas ligações interurbanas originadas de celular, escolher uma operadora. Em nome da concorrência, foi o que se disse. Do que se pode depreender que os concorrentes são mais importantes que os consumidores, estes indivíduos que infelizmente se manifestam.

Os avanços acontecem a passos lentos, e nem sempre de acordo com o que necessitam os consumidores. Mas, concedamos, estamos avançando. Espero que continuemos assim.

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