sexta-feira, 29 de agosto de 2008

The show must go on

Conversando com uma amiga, ela me perguntou se meus credos eram aceitos pelas pessoas que trabalhavam comigo. Disse a ela que sim. E é uma verdade apenas parcial. Porque verdades, ensinou-nos Drummond, são relativas.

Há um momento em que a subjetividade fala alto. Mas é nesse momento que "os times" se formam. Os que acreditam na verdade, e os que a refutam. O que nos define, acredito, é a disposição que devemos ter para revermos nossas verdades. E a firmeza em, não tendo sido convencidos, de lutar por elas.

Quando nossa credibilidade e nossa vida nos afirmam, a luta nunca é solitária. É sempre compartilhada com aqueles que nos validam. E isto vale um mundo.

Se suas verdades não subsistem às suas necessidades, pena. Há casos em que deve ser assim. Mas nossa luta diária deve ser inteligente o suficiente para que haja pontes. E que nossa verdade nunca, nunca mesmo, tenha de ser a primeira a perecer em qualquer guerra.

Fui escoteiro, e tínhamos uma música cantada a cada início e final de atividade. O resto não importa, importa é este verso:

Todos devem ter um grande ideal e por ele lutar e viver.

À luta, portanto, e com o objetivo de viver.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

É chegada a hora

Na primeira vez que a vi, ela nem fixava o olhar, incomodada que estava com a luz. Mas eu juro (sem base alguma) que ela me olhou e reconheceu o dono da voz que a acompanhou por nove meses, pobrezinha. Do dia de seu nascimento em diante, fiz questão de estar presente em cada sorriso e em cada lágrima. Pessoalmente, não estive em todas. Mas estive, em minha função de pai.

Ao longo dos anos, ela se tornou uma grande companheira. Que me chama para ver vídeos no Youtube, que se senta comigo para assistirmos coisas de que gostamos. Que conversa, sem assunto, por horas, com som, TV e computador desligados. Que compartilha indignações, que ri de piadas, minhas, delas, ou de quem quer que esteja de bem com a vida.

Eu sempre tive consciência de que minha presença tem prazo de validade. Ao menos nesta intensidade que é hoje. E suas amizades, seus interesses, múltiplos e variadíssimos, sua capacidade de aprofundar-se em cada canto de pensamento, provam isto.

O vídeo abaixo é uma mostra disso. Indecisa entre fazer física e artes cênicas, faz aulas de canto e guitarra, e sua flauta é quase um órgão, um braço sem p qual ela raramente sai. Mas, como em tudo que faz, mergulha de cabeça. Seu interesse pelos Beatles, seu entusiasmo pelos seus interesses culminaram nessas cenas e me deram, mais uma vez, uma certeza: é uma cidadã cosmopolita, sem fronteiras e sem amarras. Muito mais, portanto, que minha filha.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Confiança e credibilidade

Quando um político faz uma promessa, assume um compromisso, a história nos dá razão para desconfiar. Afinal, são tantas e tantas voltas que se dá para "desdizer" o qoe foi dito, desmentir o falado que já estamos escolados: não se acredita em político.

Quando uma pessoa de nossa confiança fala, entretanto, acreditamos. Simples assim. Acreditamos. Não questionamos, não procuramos salvaguardas, simplesmente acreditamos.. Quando essa pessoa não cumpre o que falou, o tombo é muito maior que nos demais casos. Porque acaba de matar uma instituição sólida entre duas pessoas: a confiança.

Quando eu ainda era tecnocrata, tinha muita credibilidade. Porque falava em nome da instituição, e lutava, com todas as forças e incansavelmente para ver concretizado o que falara. Os resultados sinto até hoje, pois muita coisa boa vem da confiança.

Quando os Mamonas Assassinas morreram, contei que minha filha recusou-se a creditar, pequenina, então. Pois eu tinha prometido levá-la ao show, e ainda não a tinha levado, como poderiam estar mortos, se sempre cumpro o que prometo?

Há um esquema gráfico que não me sai da cabeça, e trata de moral e direito. A moral é uma bola, e dentro dela está contida outra bola, a do direito. Quer dizer que os aspectos morais de nossa vida existem em maior volume que os aspectos legais. E que estes, na verdade, se subscritos à moral, não precisariam necessariamente existir. Existe o direito porque a moral falha, e falha porque resultado de relacionamentos entre pessoas (nunca coisas, sempre pessoas). Se a pessoa firma uma coisa e faz outra, duas podem ser suas atitudes: reconhecer o dito e cumpri-lo, ou pedir a interferência de outrem (o direito) para ver se precisa mesmo cumprir. O direito, então, à vista de evidências, faz cumprir o dito, escrito, evidenciado, etc.. Mas ele só entra porque, num determinado momento, alguém não quis cumprir o que foi dito (e/ou escrito).

Claro que não é tão simples assim, mas em muitos casos é. Falou, cumpra. Escreveu, cumpra. Confiança não se acha na lata de lixo, ao contrário. É uma árvore que se planta, e que pode crescer e oferecer sombra, ou pode simplesmente involuir, e contaminar quaisquer relações a partir dessa involução.

Triste quando tudo isto acontece com pessoas que lhe são caras. Triste quando há interesses outros envolvidos, e a voz mais alta é a da ganância.

Disse estes dias a uma amiga que vou morrer pobre. Se o preço para não ser assim for rasgar a confiança que fiz merecer e a credibilidade que tenho, que seja.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Amaldiçoado seja...

Que as pulgas de mil camelos infestem seu sovaco...


Não é o caso. Mas bem que poderia. Saí do estacionamento do aeroporto sem saber. Quando parei para abastecer, vi a porta de trás (lado do passageiro) toda riscada. Caprichadamente riscada. Parecia a obra de um bicho geográfico, aquela lembrança de cachorros na praia.

Não bastassem os arranhões de pára-choques e portas, havia aquilo ali. Que parecia ser feito à chave, mas poderia ser qualquer outra coisa. Que, pelas idas e vindas, não pode ter sido sem querer. Alguém fez deliberadamente. Aí é que me veio a maldição árabe aí de cima.

Mas espero, de verdade, que a pessoa melhore de emprego. Que resolva seus problemas emotivos. Que supere as dificuldades. Que cresça. Aí, sim, se essa imotivada e gratuita necessidade de agressão continuar, que sejam as pulgas de um milhão de camelos. Por merecimento!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Manifesto Nerd

É, sou um. Gosto de matemática, física, físico-química. Fico até de madrugada no computador, ajusto o firewall milhões de vezes, atualizo o anti-vírus sempre. Desfragmento o HD e descarrego a memória. Apago os cookies do browser e o histórico de navegação.

No trânsito, calculo o dígito-verificador da placas dos automóveis (em módulo 11: multiplica-se o número da direita por dois, o próximo por três, depois por quatro, e assim sucessivamente; somam-se os resultados, divide-se por onze, e o dígito é a diferença entre o resto e onze). E gosto de fazer isso.

Sou fã de Star Trek (todos), Star Wars, Star Gate, Chuck e The Big Bang Theory. Dou risada de piadas non-sense, e até crio algumas (das quais ninguém ri).

Acompanhei toda a saga de X-Man nos gibis, assim como Super-Homem, Batman, Homem Aranha e outros. Leio tudo que sai de Frank Muller e Jim Starling. Fico revoltado com as adaptações do cinema. Conheço todas as tiras de Mafalda, todos os livros de Asterix. Jogo Imagem & Ação e Master. Li todo o Guia dos Curiosos, e adorei tanta cultura inútil.

Li tudo que já saiu sobre Sherlock Holmes. Leio tudo que posso de Agatha Christie. E Maurice Leblanc, com seu Arsène Lupin.

Meu celular toca com o tema de Arquivo X, do qual fui fã fiel até o Mulder sair de cena. E tenho vários outros toques de nerd, como p Sabre de Luz de Jornada nas Estrelas.

Leio tudo que posso, pesquiso tudo que não sei. Li a "Breve História do Tempo", e "Eram os Deuses Astronautas?". Não assisto malhação e nem novela na Globo, mas sempre pelos pelo NatGeo e pelos History Channel da vida.

E agora pergunto: e qual é o problema? Nerd de fé, de carteirinha, por opção. Nerd, sim, com muito orgulho.E que a força esteja com você.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Internet e segurança

Após um tempo de paz, os criminosos perceberam a "oportunidade" da internet. Grandes somas de dinheiro já foram desviadas por esse caminho que, se tem a vantagem de não ser violenta, tem a grande desvantagem de ser insidiosa, e você nem sabe que é vítima até ter uma desagradabilíssima surpresa.

Na explosão da internet, nem todos se prepararam para as pragas virtuais. Exemplo disto é a quantidade de vírus encaminhados pelo Orkut, por exemplo. Desconhecimento e falta da "malícia cibernética" fazem alvos fáceis entre neo-informatizados. Algumas das conseqüências são mínimas: clonagem de perfis, captura da lista de amigos... Outras são terríveis. Captura de senhas de acesso a bancos e outros serviços, por exemplo.

Isto tudo sem contar com a exposição de informações a quem quiser tê-las. Mensagens como "viajando", "estou fora", "no cinema", dentre outras, parecem oferecer uma oportunidade a mal-intencionados. Exagero? Caro real: mensagem no MSN: "no cinema". Com mais ou menos duas horas de duração, o bandido liga para a casa da vítima e fala com um dos pais. – Seqüestramos seu filho. Os familiares tentam se comunicar com ele, que não atende, lógico. E, desesperados, muitas vezes pagam o que não têm. Por um perigo somente virtual, nada concreto.

A falta de informação é o terreno fértil dessas pragas virtuais. Mas achei, no site da Maria Inês Dolci, uma cartilha que vale a pena ser lida. Feita para leigos, é perfeita. Até eu entendi.

Confira aqui.

domingo, 17 de agosto de 2008

Serviço de primeira

O vôo foi na empresa que é bola na rede. Atrasou para chegar, atrasou para sair. A aterrissagem, como sempre, um espanto. Parecia um tijolo arremessado, alías, côo sempre. Descemos longe dos fingers, incrível para a ponte aérea. O negócio era ir de ônibus. E as malas demoraram, e muito. Quando chegaram, vieram de conta-gotas. Pelos vidros, víamos os funcionários "trabalhando". Entretidos com uma conversa lá qualquer, aproveitavam alguns intervalos para colocar mais uma mala na esteira. Na saída, um funcionário conferia, burocraticamente, as bagagens. Sem sequer olhar o dono.

Conclusão: atrasos, falta de perícia, falta de atenção aos passageiros. Voa quem precisa. Quem escolhe, foge.

domingo, 10 de agosto de 2008

Dia dos Pais

Sobre o Dia dos Pais, pouco a dizer. Agradecer as mensagens recebidas, e lamentar.

O segundo domingo de agosto é emblemático. É o dia em que nos congraçamos com o pai, e, através de um presente ou um abraço, mostramos nosso amor e gratidão.

Pois é, isto é o que eu lamento. Talvez eu tenha deixado para esse dia essa demonstração, muitas vezes ao longo de nossa vida. Mas o pai está o tempo todo, esforçando-se, sacrificando-se, preocupando-se. E, agora que ele se foi, lamento não ter demonstrado mais vezes essa gratidão, esse amor. Poderia tê-lo abraçado mais vezes, poderia ter jogado mais conversas fora. Poderia ter discutido mais de futebol, poderia ter contado mais piadas. Poderia ter sido mais tolerante, ter tido mais paciência. Eu poderia ter sido mais sensível, mais amigo e menos filho. Poderia, enfim, ter dado mais importância àquele (àqueles, na verdade, pois tudo se aplica à mãe também)... àqueles que são o grande referencial de nossas vidas.

Por isto, hoje o dia é de reflexão. Perdi a chance com meu pai, vou me esforçar para não incorrer no mesmo erro com outras pessoas que me são caras!

Presunção de inocência

Jânio de Freitas, em sua coluna diária de hoje (10/08/2008, domingo), trata, com o brilhantismo de sempre, do resultado da ação dos magistrados contra os candidatos que têm contra si ações na justiça. E defende que, para aqueles que já foram condenados em primeira instância, deve haver presunção de culpa, no mínimo.

Particularmente, acho que a legislação é binária em relação ao indivíduo: ele tem direitos, ou não os tem. Não há um direito relativo, em que se compara o bem da sociedade em relação ao bem individual, fazendo prevalecer aquele que defende o maior interesse. Na ficção, Spock, o vulcano de Star Trek (Jornadas nas Estrelas), ensinou-nos que "a necessidade de muitos prevalece sobre a necessidade de um só". O que tem a ver? É que o jornalista, menos firuleiro que eu, apontou isto mesmo: se o candidato já tem uma condenação (mesmo que passível de recursos) e o deixamos assumir o cargo, o estrago que ele causará à sociedade será maior que aquele causado a ele mesmo, se o impedirmos de concorrer.

Claro que há que ler o artigo do jornalista, pois esta transcrição tira todo o brilho da argumentação (o link é da Folha de São Paulo, para assinantes UOL/Folha).

O caso é que, como tem sido regra, clama-se contra a decisão do supremo que manteve as coisas como estão. O voto dos juízes foi muito claro, ao defender a regra constitucional de que todos são inocentes até trânsito em julgado de sentença condenatória. Ou seja, se ainda há possibilidade de recurso, não há trânsito em julgado, e a inocência ainda é presumida.

A regra está em uma das cláusulas pétreas da constituição brasileira, aquelas que não se pode mudar. E ela procura proteger a grande, a imensa maioria, em vez estabelecer benesses a minorias. Não vou entrar no mérito da operacionalização, mas o fato é que ela é a nosso favor, não contra. Se voltarmos no tempo, ainda no nosso tempo, encontraremos aqueles crimes da ditadura que recomendam que apoiemos a regra.

Assim, a proposta do jornalista é bem vinda, pois tira a discussão da binariedade do "é/não é". Propõe um elemento novo, o "pode ser", um "talvez" que recomende cautela. O condenado em fase de recurso ainda será inocente para todas as demais finalidades. Mas, para ser elegível, precisaria esperar o trânsito em julgado. Em nome da grande maioria que poderia sofrer danos em caso contrário.

Por mais que apoiemos a proposta, entretanto, ela tem de seguir um rito. Há que se estabelecer regra que assim regule a questão. O mandamento constitucional teria de ser alterado. Mas como, se é pétrea a cláusula?

Uma boa discussão, mas deve seguir esse rito, se acreditamos na sociedade de direito. A interpretação do juiz não pode criar lei, não pode abrir brechas. Se assim for, estaremos transferindo a esfera legislativa para o poder judiciário, e a separação é um dos pilares de nosso sistema.

Se a discussão vai acontecer? Não acredito. Mas poderia, sempre a serviço dos nossos interesses. Ora, mas quem está preocupado? O jornalista e este digitador, acredito, estão somente gastando palavras.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O importante não é vencer...

A cada dois anos volto a este assunto. Desta vez, o mote é a China, com as Olimpíadas. A movimentação global em torno do evento mostra-nos que é uma grande festa. Que se desenrolará pelos próximos dias, com uma presença maciça da mídia, cada qual destacando as chances e vantagens de seu país. Sim, a mídia como um vetor de torcida. E é aí que começa meu incômodo.

As redes de televisão, mais que todos os outros tipos de mídia, têm interesse comercial direto no evento. É quando os telespectadores, no intervalo das transmissões, têm a oportunidade única e imperdível de conhecer a
mensagem dos patrocinadores. Que, como o nome diz, pagam por essa visibilidade, para serem apresentados a nós, num momento tão cívico.

Se é assim, como poderá o jornal diário tecer suas críticas em relação ao que acontece nos jogos? Já teve terremoto, já teve atentado. Está acontecendo censura explícita, e o povo chinês está sendo catequizado pelo governo. Os monges tibetanos querem protestar, mas sua aparição é enfrentada com golpes nada democráticos. Essa violência pode afetar a audiência? Pode ser que sim, pode ser que não, mas, por via das dúvidas, acho que as maiores e melhores informações estarão na mídia impressa.

Se a festa pode não ser a festa mesma que nos apresentam, o que dizer do espírito? Nunca vi esporte em que a cooperação entre os contendores fosse a tônica. Que é sempre a prevalência de um (indivíduo ou time) sobre outros. Que mensagem advém disto? Ensinamos nossas crianças, através do esporte, que a competição é a grande força motriz da nossa sociedade. E queremos que, crescidas, elas cooperem no ambiente de trabalho, na família, no meio social. Há uma dissonância entre a prática e o ideal.

Já foram eliminados dessa olimpíada vários atletas que, caçando louros, lançaram mão de dopping e estavam a caminho da luta por medalhas. O que comprova, cada vez mais, que a Olimpíada nada mais é, atualmente, que o Big Brother na versão esportista, em que todos buscam mesmo é fama. Há ass exceções? Não, acho que não.

Na volta, os medalhistas, agora titulados heróis, são recebidos pelos governantes e pelos baluartes financeiros da sociedade com honras máximas. Mas são os mesmos que, instados a custear o desenvolvimento dos esportistas, tantas vezes não foram nada esportivos. A hipocrisia é tanta, de ambos os lados (há exceções, aqui, do lado dos atletas) que muitos se esquecem de que os treinamentos e as preparações são realizadas fora do Brasil, que (quase) nada oferece de apoio.

E, nos esportes coletivos, aquele clima de confronto (não esportivo) de sempre. Aquela linha do fair play já não é mais visívil. Os atletas estão em ponto de entrar em guerra, em nosso nome, para ganhar uma medalha. Ufanismos à parte, não dou procuração para ninguém brigar em meu lugar.

Os cinco continentes, unidos num pequeno pedaço a título de um objetivo comum, é realmente um feito notável. Melhor seria se de encontros como esses pudessem sair todos vencedores, numa utopia que só o é pela nossa falta de disposição de desmenti-la.

Até, celebremos o congraçamento dos povos, aplaudindo aquele que está no degrau mais alto (o vencedor), em nada figurada demonstração de submissão dos outros. O congraçamento será o circo, mundial, planetário, e o pão, cada um que cuide do seu. Os tibetanos, por exemplo.


Uma amiga me disse uma vez que encaro os jogos de má vontade. Acho que é verdade. Mas tanta hipocrisia e tanta alienação realmente me deixam com pouca disposição de achar tudo lindo e maravilhoso. É uma festa? Talvez. De congraçamento? Nunca.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Regulamentação de serviços

Quando contei de minhas agruras com minha conexão à internet, nem imaginava que a solução estava próxima. Bem, ao menos parece estar. A regulamentação dos serviços de Call Center de alguns tipos de empresas parece que vai atender aos grandes anseios da população. Ela prevê algumas regras que devem tornar algumas tarefas mais fáceis para nós, como o cancelamento de serviços, por exemplo.

Sobre a minha aventura pelo atendimento da Telefônica, a ANATEL deve ter atuado, já que recebi uma ligação dizendo que a conexão Speedy seria cancelada (em até 48h). E realmente foi. Mas acho que alguém ficou magoado, pois cortaram também o telefone. Nova ocorrência (telefônica e ANATEL) , já está normal de novo.

Depois reclamam que o país precisa de heróis. Se não fosse a agência nacional, meu problema estaria, a esta altura, se arrastando. Se não fosse a legislação, já tardia, as empresas (telefonia, internet, TV por assinatura) continuariam com seu império de mal-criações, o tal do saco de maldades daquele ex-presidente do Banco Central. Nossos heróis?

Nem tanto. No início das privatizações, Luis Nassif, então na Folha de São Paulo, publicou, num artigo, a experiência da Telemig sobre ligações interurbanas. Um técnico (há sempre um abnegado) apurou que, se deixassem de cobrar a taxa de interurbano, poderia haver aumento de receita, já que as pessoas passariam a ligar mais. E foi o que houve. Uma experiência de sucesso, não? Não. Logo em seguida ás privatizações, o consumidor foi obrigado a, nas ligações interurbanas originadas de celular, escolher uma operadora. Em nome da concorrência, foi o que se disse. Do que se pode depreender que os concorrentes são mais importantes que os consumidores, estes indivíduos que infelizmente se manifestam.

Os avanços acontecem a passos lentos, e nem sempre de acordo com o que necessitam os consumidores. Mas, concedamos, estamos avançando. Espero que continuemos assim.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dias corridos

Dias de muitas viagens, muitos compromissos, muito trabalho. Daí que este blog ficou às moscas. Mas já as espantei, estou voltando.

Pode ir armando o coreto, e preparando o feijão preto...