sábado, 12 de julho de 2008

Predadores

Nas estradas, onde estou quando não estou voando, as tragédias de cada dia.

Semana passada, um caminhão tombado. Duzentos quilômetros depois, um carro destruído.

Sexta-feira, saindo de São Paulo, sempre escolho a Anhangüera. Pressa, peguei a Bandeirantes. Trânsito pesado, densidade alta. De repente, freio. Um caminhão batei na traseira de outro. Quase uma tragédia em cascata.

Nesta semana, uma SUV capotada. Já percebeu como elas correm? Pois é.

Hoje, num trecho mais que previsível, um garoto, metros à minha frente, foi atropelado. Desespero, garoto se contorcendo de dor, motorista desesperado. Ao que parece, o garoto estava correndo atrás de uma pipa. No meio da Rodovia dos Bandeirantes...

O homem, digo sempre, é o predador de si mesmo. No caso do garoto, ele se convida ao suicídio assistido... Kevorkian todos nós?

O fato é que as rodovias estão a cada dia mais perigosas. O homem, na falta dos predadores do ecossistema, transformou-se em predador de si mesmo. Matamo-nos uns aos outros, a pretextos diversos. E vivemos nossa vida com essa culpa. Ou sem.

Passe um dia vendo o trânsito. E o comportamento de motoristas, motociclistas e pedestres. E conclua, como eu, que cada um acha o que procura. Infelizmente.

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