quarta-feira, 23 de julho de 2008

A megafusão

A Oi deve se fundir com a Brt. E deve formar uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo. A maior do Brasil. Esse negócio, para ser sacramentado, precisa da alteração de uma lei, mas esse não parece ser um problema, já que o governo federal, segundo o noticiário, até incentivou o processo.

Abro um parêntese.
Tentei, por quatro vezes, mudar a velocidade de conexão de meu Speedy, que é um serviço da Telefonica. Por três vezes, chegamos ao final do processo, não tendo tido sucesso por falta do instalador (cuja presença não sei para que serviria, já que é um procedimento interno, pelo que soube. Mas...). Na quarta tentativa, nesta semana, informaram-me que não é possível, na minha região, alterar a velocidade.

Ok, se não é possível não vou brigar. Liguei para a concorrente e pedi o serviço. Que foi instalado e prontamente disponibilizado.

Testei por uns dias, fiquei satisfeito, liguei para cancelar o Speedy. Na primeira tentativa, depois de pegar todos os meus dados e checar as validações, o atendente desligou.

Na segunda tentativa, ao escolher a opção "cancelar Speedy, o sistema de atendimento desligou.

Na terceira tentativa, o atendente desligou (depois de confirmar todas as informações...).

Cansei. Liguei para a ANATEL e registrei uma reclamação. Mas, para evitar maiores aborrecimentos, liguei novamente para a Telefonica. E, depois de várias confirmações, cheguei finalmente ao... momento em que desligavam na minha cara.

Esperei. Tentei uma quinta vez. Também não tive sucesso. Mas informaram-me, várias vezes, durante essas cinco tentativas, que a velocidade poderia, sim, ser aumentada. Fiquei felicíssimo, claro, mas queria REALMENTE cancelar o serviço. Tentaram me convencer que eu era um cliente especial, eu iria me arrepender. Até acho que realmente pode ser, mas quero REALMENTE cancelar. Um supervisor interviu, com vários argumentos para me manter cliente. Acho que ainda não tinha dito, mas eu só queria cancelar o serviço.

E finalizei a quinta tentativa. Mas o serviço não foi cancelado.
Fecho o parêntese.

Quando a Budweiser ia entrar no Brasil, via Antártica, o CADE (Conselho Administrativo de
Defesa Econômica) proiboi o negócio. Também colocou água no chope da pasta dental Kolynos, que teve de sair do mercado por um período, também por exigência do CADE. O mote era a defesa do consumidor, já que a concorrência seria prejudicada, com grande concentração em um só fornecedor. A pergunta: essa fusão não fere essa regra? Se com a Telefonica já tenho essa dificuldade em cancelar um serviço, será mais fácil com um megaplayer como esse que surgira da Oi-Brt?

Ou podemos concluir que o CADE, sendo uma autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, atende às suas diretrizes e não age da mesma forma num evento em que tem interesse o governo federal?

Afinal, qual é mesmo o interesse do governo federal? Quem se beneficiará dessa fusão? Será que o negócio será tão bom para o Brasil que a plebe ignara não tem nem como enxergar esse benefício? É muito grande ou muito sutil?

Vai saber...

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