quinta-feira, 3 de julho de 2008

Inspirações

Quando escrevi aqui sobre a importância de ler bons livros e estar em boas companhias, citei Eli Stone. Faltou dizer mais sobre quem é esse Eli Stone.

É uma nova séria da Sony. Um advogado começa a ter visões e descobre que são motivadas por um aneurisma no cérebro, num ponto delicado para cirurgia. E começa a viver, entre a vida real e seus delírios. Descobre, com a ajuda de um acupunturista, que as visões podem ter significado, e Eli começa então a interagir mais com elas. Passa a perceber que realmente as visões têm objetivo, e acaba ajudando a muitas pessoas na onda dos delírios. Tudo isto em meio a dramas pessoais causados justamente pelas visões e o drama familiar do pai de Eli.

A questão é que a série, de forma ora divertida, ora comovente, faz com que pensemos nas coisas pelo lado bom. Com esperança, com a garra do agente causador de mudança. Com a resignação de um ser que não pode enfrentar o mundo e o sistema, mas que pode, na sua esfera de influência, fazer a diferença para ao menos uma pessoa, independentemente do sacrifício pessoal. Não é pouco.

Numa seqüência de histórias inspiradas e inspiradoras, o mundo ora é uma névoa sem sentido, ora é a realidade agressiva e implacável. Que Eli tira de letra, ao final, quando submete seu drama pessoal à felicidade do último felizardo que recebeu sua ajuda.

Ao lado de séries que mostram assassinatos e intrigas (a franquia CSI, a franquia Law & Order, Brothers and Sisters, Criminal Minds, NCIS), onde se destaca somente o lado negativo e doentio das pessoas, séries como Eli Stone são um gostoso refresco, mostrando o outro lado. Não que eu não goste daquelas séries, ao contrário, sou um grande fã. Mas Eli é uma grande inspiração, e eu recomendo.

Sim, são somente histórias, eu sei. Mas assista a um episódio e compare à novela, ou às séries que já temos na TV. No mínimo um lugarzinho esse conjunto de boas mensagens merece ter no nosso tempo.

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