quinta-feira, 5 de junho de 2008

Saúde??

É, saúde não é brincadeira.

Nunca fui paranóico, nem mesmo preocupado, com o assunto saúde. Com o nascimento de minha filha, isto mudou. A responsabilidade falou alto, gritou na verdade, dentro de mim. Não era mais uma questão de auto-imolação, tratava-se da saúde física e psicológica de uma pessoa. Que, até o fim dos meus dias, vou achar que depende de mim.

Perdi meu pai no que achamos que foi um mal súbito. Perdi o então ex-sogro (nem por isto menos querido) num mal que poderia ter tido socorro. Vivo em hospitais, vivo o drama de pessoas que, negligentes, enfrentam a morte - e perdem, muitas vezes.

A precocidade, neste caso, é saudável. E a cautela devia ser a regra. Assim, ao menor sinal de uma doença, vou para o profissional médico. Pronto-socorro, se for o caso, consultório, se o mal for menor. Minha filha trilha o mesmo caminho. Passamos pelas investigações necessárias desses profissionais que se especializaram em salvar vidas, mesmo que as nossas não estejam em perigo. É, talvez, excesso de zelo. Prefiro isto. A alternativa não ;e factível.

Quanto à herança genética, isto é uma benção. Que traz seus preços. Hipertensão, diabetes, anginas, fazem parte do meu histórico familiar. pago os preços da genética com que está ao meu alcance: disciplina e dedicação.

Correr foi um passo. Um segundo passo, mas assumido, como tudo que faço, com a saudável resignação de quem não luta contra o inevitável. Manter a corrida foi, primeiro, terapia. Precisava correr, para purgar alguns demônios. Depois foi pura teimosia, já que eu tinha começado, não iria parar. Agora, é uma necessidade, justificada pela herança genética.

Corro porque gosto, porque me completa, preenche um vazio. E me ajuda a manter a saúde mental e física, e me leva aos hospitais somente para tratar de lesões esportivas que, no meu caso, matam muito raramente.

Enfim, saúde é o mote. É a causa, o objetivo. É a responsabilidade chamando, exigindo, implorando. É nossa vida, justificada não por nós mesmos, mas pelo cuidado com aqueles que amamos. Porque nossa presença pode ser ruim, mas nossa ausência pode ser um inferno.

Arrogância? Prefiro chamar de atenção.

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