domingo, 1 de junho de 2008

A que veio?

Certa vez, uma amiga me disse que sua mãe perguntara porque falo tanto sobre moral neste espaço. Disse que parecia suspeito...

Freud explica? Talvez sim, mas ele precisa ter todas as informações.

E tive uma grande meta e estava a persegui-la, quando me deparei com um preço que não estava na etiqueta: para atingir minha meta, teria de abrir mão de meus valores. A resposta foi não, sonora e enfática. E abri mão inclusive de minha carreira, porque eu não queria aquilo.

Nos últimos tempos, tive oportunidade de fechar um grande negócio, se negociasse um "agrado". Também disse não, não faz parte de nossas táticas e práticas comerciais.

Num e noutro casos recebi muitos conselhos. Quase todos no sentido de fazer o que era necessário. Perdi amigos ao escolher fazer o que eu achava certo.

Tive amigos que fizeram o que era necessário, e fui procurado por eles para explicações. Que eu não pedi, e não quis ouvir. O certo às vezes se submete ao necessário, sempre foi minha explicação. E aceita prontamente, porque é verdade.

Nos últimos casos, a necessidade de, no mínimo, manter um padrão de vida. Respeito, mas nã repito. Nos primeiros casos, ambição pura.

Enfim, escrevo sobre isto por indignação. Porque, na minha época, tinha aulas de educação moral e cívica. Estudantes iam às ruas lutar pelo que acreditavam e contra o que era errado. Hoje, os estudantes vão às ruas para, no trote, arrecadar dinheiro para a bebedeira dos veteranos. Os meios de comunicação divulgam os atos dos famosos e depois criticam a mitificação deles. Os pais delegam o ensino da moral às escolas, que reclamam que os alunos não têm noção sobre o assunto.

Este espaço é para meu divertimento. E para meu recado. Mesmo que ninguém leia, é aquela semente no deserto. Minha semente, meu deserto. Coisas que eu acho certas. Mas divulgadas, expostas, sujeitas à critica. É a visão de alguém preocupado com o assunto.

Encontro amigos que viveram alguns desses dramas comigo, e sempre falamos deles. Uma coisa é certa: do meu lado, a maior vantagem é poder dormir sem conflitos comigo mesmo. Por isto, meus valores são respeitados e considerados. E é normal que esta preocupação, tão minha, se expresse neste espaço.

Então, minha resposta para minha amiga foi: eu me interesso pelo assunto. Quanto a divulgar as coisas, pergunto: seria melhor dizer das coisas erradas? Estamos precisando disto?

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