sábado, 7 de junho de 2008

Por que ler?

Porque é a liberdade sem limites. Damos às palavras o sentido que queremos, a cor que precisamos, o ambiente que gostamos. Porque, mesmo sendo assim, sabemos que é uma fantasia, e voltamos aos trilhos dom autor, para seguir seu caminho.

Porque assim nos colocamos no lugar do autor, exercendo a saudável arte da empatia. E, assim, empáticos, enxergamos a vida por outros pontos de vista. E estes nos fazem entender porque as pessoas fazem o que fazem.

Porque trazem informações aleatórias e importantes. E nos ensinam seus significados: aleatórias são aquelas para as quais não damos importância. E importantes são aquelas que escolhemos para nelas acreditar.

Porque a imagem é pobre, é limitante. Sim, falo da TV. A TV prende nossa atenção, e amarra nossa criatividade. E, quando a solta, ela está agredida, cambaleante, entregando os pontos. A imagem é o carimbo de nossas vidas é um clichê.

E porque a falta de leitura é o sedentarismo mental. É a preguiça sináptica, a pior das preguiças. E a mais freqüente. Precisamos muscular nosso cérebro, apresentar o tanquinho de nossas sinapses, mostrar os bíceps de nosso raciocínio. Precisamos pensar.

Ler não é para qualquer um, É preciso ser humano; é preciso ter livre arbítrio. É preciso querer crescer, aquele crescimento interno e imensurável. É preciso estar vivo.

Enfim, ler é procurar nas palavras de outrem o significado de nossas vidas. Nem que seja somente para discordar.

René Descartes que me perdoe, mas refaço a máxima: leio, logo, existo.

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