sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pescarias

MInha turma de pescaria nasceu pequena. Quatro amigos, um deles logo banido e substituído. Íamos a uma cidade do interior do estado de São Paulo, ficávamos à beira de uma represa e pescávamos no rio, logo abaixo das comportas da represa.

Normalmente eu era o único que levava a "traia" de pesca. Mas sempre íamos buscar uma tambius no rio. E, no caminho entre o rio e o rancho, um posto de gasolina com um restaurante, em que sempre parávamos para reabastecer (comida, cervejas, ânimo).

No jukebox (chamada localmente de vitrola), uma música obrigatória: a 107. Que não é senão a "Fio de Cabelo", de Chitãozinho e Xororó. Era a coisa mais tradicional da pescaria, parar e ouvir a 107. Incontáveis vezes, para desespero dos outros clientes.

No rancho, ao violão, um denós sabia somente tocar uma música. Mas, com essa música, cantávamos todas as que queríamos.

Sem razão especial, a 107 era o hino de nossas pescarias. Talvez porque todos soubéssemos a letra, e a berrávamos, a plenos pulmões. E ríamos, como crianças satisfeitas.

Hoje, grupo disperso, lembro das vaias que recebi numa determinada vez, porque pesquei como gente grande. Ao som da 107, claro.

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