quinta-feira, 12 de junho de 2008

O poder

Todos almejam o poder. Todos o querem, porque acham que ele define tudo. Define muita coisa, é verdade. Mas não tudo.

O poder, aquele que nos oprimiu há alguns anos (a ditadura de Pindorama), exercido daquela forma, é nefasto. É cruel, é impessoal, é covarde. Não é poder senão o da força. E o poder da força pode mover montanhas, mas não encanta corações.

Algumas pessoas têm o poder. Mas não sabem disto. E, informadas, negam-no. Mas o poder reside nelas e se manifesta de formas surpreendentes. Manifesta-se na linha do sorriso, ou do gargalhar gostoso brotado do nada. Ou do olhar cheio de significados, e nada diz. Ou do gestual tipo furação, que parece espalhar sorrisos e gargalhadas.

Esse poder é pessoal, é íntimo, é desprovido de coragem porque coragem não combina com espontaneidade. É pessoal, mas dirige-se a todos, democraticamente, embora nem todos saibam ou possam desfrutá-lo.

É aquela força magnética que arrasta a tudo e todos na sua onda colorida. É a imagem tatuada na nossa memória, que nos sorrir, mesmo contra a vontade.

Há o outro lado do poder. Do mau humor, da cara feia, do negativismo. Mas mais eu não quero falar neste lado. Porque hoje estou contaminado pelo outro.

Fiquemos com o sorriso.

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