domingo, 15 de junho de 2008

Jovem triste

Numa festa familiar, um tio muito querido estava presente. Videokê rolando, nossa voz esganiçada sempre incomodando. Aí o tio pede para cantar. E escolheu a música abaixo.

Em minha infância, esta música esteve presente. Sempre a achei muito forte, muito poderosa. E acompanhei, mesmo sem ser convidado, meu tio cantando-a.

Essa tio, irmão de meu pai, sempre esteve presente na nossa vida, como deve ser com a família. E ainda hoje, nos encontramos e celebramos, de forma verdadeira e sentida, nossas lembranças. Como foi recentemente. Família de verdade, momentos bons e ruins, até briga já tivemos, provavelmente por causa de minha iconoclastia. Mas briga breve, como deve ser entre os que se amam.

E nesta minha família o amor é expressão verdadeira de nossos sentimentos, não uma obrigação a ser seguida. Não faço nada por obrigação. Se gosto, gosto de verdade. Se não gosto, todos sabem.

Este é um tio que pode ser chamado de irmão, de pai, de amigo. Somente pessoas privilegiadas poderiam ter um parente assim. Eu, muitas vezes, acho que não mereço.

Celso Okano, nosso dueto.

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