quarta-feira, 4 de junho de 2008

Garotinho, McDonalds, Mato grosso

Garotinho
O casal Garotinho está em apuros no Rio de Janeiro. Num esquema que mais parece filme de máfia italiana, o polícia os está indiciando por diversos crimes. Ex-governador, ex-candidato a presidente, ex-primeiro-damo estadual, a coisa está ruim para lado dele. Só uma pergunta: a PF o está investigando independentemente de ser ou não oposição? Se ele fosse companheirão, estaria com problemas?

McDonalds
A viúva de Ray Croc (fundador da franquia) é uma das maiores doadoras individuais para beneficência nos Estados Ùnidos. A marca tem uma ação ótima no Brasil, num dia em que a arrecadação (dos lanches) vai para entidades beneficentes. É lógico imaginar que eles quereriam vantagens nos impostos para ganhar mais dinheiro?
A lógica diz que não. A polícia diz que sim. Mas eu acredito que não seja bem o McDonalds o errado nesta história. Há fiscais da receita, chamados pelos colegas de anfíbios, que atuam lá e cá para aconselhar os interessados em interpretações favoráveis a si. Pois bem, acho que o problema é a qualidade e abrangência das leis. Porque se houver investigação geral, acho que serão identificadas outras situações semelhantes.

Mato Grosso
Quando Bush invadiu o Iraque, a mídia não se esqueceu que ele é ligadíssimo ao petróleo. E daí vieram as críticas iniciais. Temos hoje, no Mato Grosso, um governador defendendo um tipo de desmatamento que contraria as regras oficiais. Ele próprio um grande barão do agronegócio, portando diretamente interessado no assunto.

É, amarramos o cachorro com lingüiça e colocamos a raposa para cuidar do galinheiro.

Cada vez mais, nossos homens públicos são corporativos. Nosso astronauta saiu literalmente das nuvens e foi ganhar seu dinheiro na iniciativa privada. O(s) governador(s) é uma S.A. Funcionários graduados do governo são contratados para trabalhar na iniciativa privada, aquela mesma que tem interesse em estreitar relações com os poderes.

A desfaçatez é tanta que a mulher de César nem precisa mais parecer honesta, que dirá sê-lo.

Relembrando minha própria história (em Brasília), em que um "amigo" me avisou que minha equipe trabalhava demais, e muito rápido. Estava pegando mal...

Que moral, a nossa. Que país, este. Precisamos descartar valores para sermos considerados normais. Para sermos da turma. Para, Montblanc no bolso, juntarmos-nos poderosos.

É, o Brasil precisa se proteger de alguns de seus brasileiros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário