quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia após dia

A Tatiana me deu a dica, e aqui vai este vídeo delicioso e apavorante.

De vez em quando paro para relembrar meus dias com minha filha. desde o dia em que, cheia de cabelos, me olhou com cara de quem não vê nada, mas que eu, babando, acreditei que ela estava somente dando face a uma voz que a acompanhou desde o dia em que soube que ela estava lá.

Das vezes em que dormi com ela esticada na minha barriga, ela mesma com cólicas, e eu massageando, durante horas. E das horas que passei zelando, nas noites em que ela caia doente.

E das nossas brigas, que tínhamos abraçados um ao outro, no recado claro: "eu te amo, mas não gostei do que você fez. Mas te amo, e é incondicional".

Na infância de riso fácil, de carinho generoso.

Hoje, compartilhamos textos, cantamos juntos, criticamos e elogiamos fatos da vida... ela cresceu, e continua crescendo, como deve ser. E o pai, aos poucos e sempre, vai deixando de ser pai, para ser somente amigo...

É, é muito bom ser amigo. Mas é ótimo ser pai também. Que bom que o destino me permitiu isto.




Ah, é apavorante porque traça nossa vida numa música.

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