quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cumplicidade

Sempre celebrei as diferenças. Elas é que nos ensina, nos motivam, nos completam. E são elas que promovem também os conflitos. Então, me preparei minha vida toda para tratá-las com isenção.

Eis que me vejo com uma filha, com quem tenho um relacionamento sensacional. Mas marcado pelas semelhanças. Numa festa recente, uma amiga me dizia exatamente isto: como somos parecidos em termos de comportamento, eu e essa minha linda. Refletindo, concluo: é verdade.

E como essas semelhanças se encarregam de nos aproximar. Terminamos frases um do outro, falamos a mesma coisa ao mesmo tempo, nos comunicamos mesmo sem palavras. Às vezes basta um olhar para nos acumpliciar.

E é interessante porque conjugamos os mesmos valores, as mesmas reações, as mesmas indignações. É incrível nossa capacidade de nos comunicarmos, e de nos entendermos. É incrível ser pai como atividade secundária, e ser amigo de minha própria filha.

Quando nos encontramos, sempre nos abraçamos com saudade. Nas despedidas, um abraço gostoso, querendo não partir. Às vezes, chegamos em casa e sentamos para conversar. E conversamos, sobre tudo e sobre nada. Rimos, perguntamos, participamos. E convivemos.

Quando precisamos, falamos sério. Mas com um respeito enorme pela posição e pelo opinião do outro. Uma relação mágica, gostosa, deliciosa na verdade. Por isso, curto demais minha filha.

E gostaria de ter voz para cantar a música abaixo:

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