quarta-feira, 25 de junho de 2008

Auto-ilusões...

De vez em quando, precisamos parar. Parar e avaliar. Estamos indo para onde queríamos? Fazendo o que deveríamos? É isto que queremos? Estamos sendo claros? Estamos gostando? Somos felizes? Estamos certos?

Nada mais enganador que a auto-ilusão. Nada mais tentador que nos confortarmos, enganando-nos sob a comodidade da autocomiseração e auto-condescendência. E, assim, quando nos enganamos, corremos o risco de acreditar na mentira. E, dessa crença, transformá-la em realidade, ao menos para nós. E, como a coruja, acreditar nessa mentira pode resultar em algo que não desejamos.

Às vezes confundimos falta de problemas com felicidade. Ou a existência de problemas é tida como infelicidade. Nada mais falso que ignorar, exagerar ou subestimar os fatos. Nem mesmo pára justificar nossa auto-imagem.

Olhar o lado bom nem sempre é produtivo. Alivia nossas angústias de momento, mas não nos ensina. Não tem o poder de evitar o erro. Só de justificá-lo. E justificativas não são assertivas.

Assim como olhar sempre o lado ruim nunca ajuda, a não ser por esse lado da aprendizagem. Olhá-lo com julgamentos e condenações não torna melhor a situação, nem pior. Apenas torna nossa vida um inferno evitável.

O bom senso, quando convocado, pode cumprir bem seu papel. Mas ele nem sempre é convidado, mercê que estamos de nossos paradigmas.

Só sei que a vida poderia ser bem mais fácil...


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