sexta-feira, 16 de maio de 2008

Porta da felicidade

Este espaço não é a Porta da Felicidade, mas vou atender a dois pedidos.

Tudo porque recebi um telefone, uma voz não ouvida há muito, uma conversa deliciosa, trazendo de volta momentos e sentimentos.

O primeiro:
Acredito na nossa capacidade de escolher nossas reações. E resolvi que eu seria gentil com todos. Gentileza e atenção que independem do tipo de tratamento que eu receba. Não acredito que os sentimentos tomem conta de nós, acredito no inverso. O mau-humor só toma conta quando deixamos. O bom-humor, ao contrário, é uma escolha que fazemos. E a capacidade de rir de nós mesmos é uma dádiva. Nossos problemas são nossos, e ninguém deve, por eles, enfrentar nenhum tipo de adversidade. Esta não é uma deliberação conjunta, é uma decisão minha.

Eu acredito na relação de confiança. Mais que uma cumplicidade, é um compromisso. Assim como meus problemas são meus, nossos problemas são nossos, e não costumo discuti-los aí fora. Ressentimento não são suficientes para subverter esta regra.

Não acredito na manipulação. Se o compromisso é com a verdade, não cabe manipulação, que é uma projeção de meias-verdades para atender nossos objetivos e desejos. Melhor viver fora da caverna (Platão).

Sobre a reação: primeiro penso, depois reajo. Parece insensibilidade, concordo. E daí?

A assertividade: é raro, mas algumas vezes somente o conflito resolve problemas. Quando opto por este caminho, é para valer. Ponho a faca nos dentes, e aí já não há volta.

O segundo pedido é para publicar uma música. A contragosto, aí vai. Mas promessa é promessa. Sobre a música e este pedido, só tenho uma coisa a dizer: obrigado, é muita gentileza sua.

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