quarta-feira, 14 de maio de 2008

O curso do rio

A vida se impõe. Às vezes, da forma que queremos. Outras vezes, não notamos. Mas, muitas vezes, mais do que gostaríamos, a vida parece jogar contra nós. E não podemos fazer nada.

Ninguém luta contra a chuva, por exemplo, e ganha. Diminui seus efeitos, se molha menos. Mas a chuva está lá, nem um pouco afetada pela resistência.

Algumas coisas acontecem, assim, sem razão. Porque é a marcha da vida. Não é preciso que haja um motivo. Só acontecem.

Lutei muito contra as chuvas, os ventos, os moinhos de vento. Só para descobrir, muito tarde, como de hábito, que é preciso aceitar as coisas. Mas, como também não podia deixar de ser, não todas as coisas. Mas algumas coisas.

Assim, aprendi que devemos sofrer com aquelas coisas que acontecem e não deveriam acontecer. Aquelas que estão (ou estarão) dentro do nosso círculo de influência, e que um dia poderemos mudar. A dor é necessária, o sofrimento é útil. Porque nos conecta com nossos valores e orienta nossas ações.

Outras coisas acontecem e, apesar de causarem sofrimento, não podem perdurar. São aquelas coisas que estão totalmente fora do nosso alcance. Soframos o necessário, e prossigamos com a vida. A vida cura tudo.

De um lado, o sofrimento que é útil. De outro,. o sofrimento inevitável. Em qualquer dos casos, que não deixemos criar aquela crosta que nos torna insensíveis. Que isto tudo seja somente mais referenciais na nossa feliz vida.

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