sábado, 24 de maio de 2008

Metas

Comecei a andar na Lagoa do Taquaral em Campinas por recomendação médica, para fugir do sedentarismo. E, um dia, parecia que andar não bastava mais. Era preciso correr. E corri. Não fui muito longe, mas corri. E assim foi a partir de então. Corria, até cansar, e parava.

Um dia, vi que não havia progresso. Um dia cansava num ponto, outro dia noutro, e por ali parava. Estabeleci metas. Precisa chegar a um determinado ponto antes de parar. E assim foi. Corria, com um objetivo definido. E, cansado ou não, não parava antes de atingi-lo.

A dados intervalos de tempo, aumentava meu objetivo. E assim fui progredindo. Até que um dia, resolvi extrapolar os limites, e fazer algo realmente desafiador (para mim, naquele ponto): fiz uma volta completa. Pulmão estourando, pernas ausentes, atingi a meta.

De lá para cá, sempre com as metas, vou fazendo minhas corridas. Quando chego à Lagoa, dependendo de minha situação no dia, estabeleço um objetivo de tempo e distância. E me esfalfo, muitas vezes, mas procuro atingir minha auto-imposta meta.

Stephen Covey chama isto de "a milha extra". Que é aquela superação justamente a partir do ponto em que achamos que não vai dar mais. É um compromisso para comigo mesmo, uma promessa que me faço, e cujo cumprimento me cobro. É uma forma de garantir que minha zona de conforto não me seduza demasiado e, ao mesmo tempo, que meu entusiasmo não me leve a agredir meus limites.

Dizem que não há vento favorável para quem não sabe para onde está indo. Embora seja um clichê (eu os abomino), concordo. Estabeleço minhas metas (e confesso que elas são sempre ambiciosas demais) e trato de planejar como atingi-las. Quando vento não há, sopramos.

O importante é crescer.

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