terça-feira, 20 de maio de 2008

Inspiração

Ainda sobre a forma de nos comportarmos, é preciso dizer mais.

Como no conto de Pöe (A Carta Roubada) e Conan Doyle (Sherlock Holmes em Um Escândalo na Boêmia), as coisas estão tão aparentes que não as vemos.

É tão simples que chega a ser ofensivo. Cursos e mais cursos, mais testes de revistas, mas palestras de doutores, todos prometem ensinar o que fazer. Mas é tão simples!

Não vale a regra de ouro: não fazer aos outros o que não deseja para si. O segredo, escancaradamente exposto, é fazer a coisa certa, sempre. E é incrível como nos recusamos a ver essa verdade tão óbvia.

Vejo pessoas que acordam mal humoradas, pessoas que não se incomodam com os gestos de irritação, com as desqualificações que oferecem a outras; pessoas cujo mundo se restringe ao seu próprio, e as outras pessoas somente precisam compreender, aceitar, perdoar, esquecer.

No meu mundo, algumas coisas vêm antes. Eu respeito sem esperar o respeito alheio. Assim como compreendo, aceito, perdôo, esqueço. Aquelas coisas que precisamos fazer sem esperar a contrapartida. Porque é a coisa certa a fazer. Não porque esperamos o mesmo tratamento.

Não me incomoda a falta de cortesia, respeito, atenção consideração. Ao menos quando é de outras pessoas para comigo. Incomoda-me, e daí nasceu minha decisão, é quando eu não tenho esses comportamentos com outros. Sim, não me interessa como vão reagir. Interesse como será minha ação.

Não espero nada em troca. Apenas sou.

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