segunda-feira, 14 de abril de 2008

A vida imita a ... vida!

Hoje, ouvindo músicas antigas, ouço Adoniran Barbosa falando do cobertor:

-Deus dá o frio, conforme o cobertor...

Fiquei a pensar na vida, nas coincidências que nos levam a acreditar que estamos prontos para aquilo que nos acontece. Como de praxe, discordo do senso comum. Acho que é uma medida compensatória, nossa, quando resolvemos enfrentar os problemas, achar que estamos prontos. Ou, como diz a música, que temos o cobertor certo, ou o frio é que está certo.

Não acredito em pedir para um ser superior para melhorar as coisas. Assim como não acredito que um ser superior o faria somente com base em pedidos. Acredito, sim, é que tenhamos, em nós, porções desse ser superior e nos forneçamos a força para lidar com as coisas como elas são. E, mais, para que busquemos forças para mudar as coisas que podem ser mudadas.

Sei, está parecendo coisa do AA. Mas não é, necessariamente, Stephen Covey (outra vez ele) nos apresenta o que ele chama de círculo de influência, onde se localizam as coisas que podemos influenciar. Ele está inscrito no que ele chama de Círculo das preocupações. E a grande lição é nos focarmos no círculo de influência, pois o que não pode ser remediado...



Outra grande lição: buscar aumentar sempre esse círculo. De forma que tenhamos influência, em algum momento, naquelas coisas que nos incomodam, mas que está ao nosso alcance mudar.
Em momento nenhum ele defende que não não ocupemos do resto do círculo das preocupações. Mas que o tratemos com a energia possível, não aquela exagerada, que nos exaure e impossibilita a ação no círculo de influência.

As coisas que nos sucedem ora estão no círculo de influência, ora estão fora dele. Quando decorrem de decisões nossas, o controle é apenas relativo. Quando não, o controle é impossível. Como as coisas se insinuam em nossa vida, ou seja, temos indícios do que está por acontecer, ou está acontecendo, nossa proatividade é o diferencial.

Bem, tudo isto para dizer o seguinte: estamos no controle de nossas vidas. Se engolimos sapos, é porque algum motivo ou objetivo está a determinar que assim seja. Se cometemos erros, é porque não pesamos as conseqüências, ou não escutamos a razão. A única coisa certa é que, aconteça o que acontecer, temos de escolher o caminho.

Eu? Sempre a do círculo de influência. Mesmo que, para tanto, tenha de encher um pouco esse grande balão.

Ah,. e custe o que custar!


A imagem é copiada do livro " Os 7 Hábitos das Pessoas Muito Eficientes", de Stephen Covey, Editora Best Seller.

Nenhum comentário:

Postar um comentário