sábado, 26 de abril de 2008

A lei da colheita

Já falei do assunto aqui. Mas convém relembrar.

Stephen Covey, nos seu 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes, trata do assunto como a progressão das coisas. A Lei da Colheita determina que vários passos devem ser dados, cada um a seu tempo, antes de ser possível colher frutos.

Os frutos (a colheita) são o objetivo. Mas, para chegar lá, temos de preparar a terra, semear, aguar, tratar, e esperar os tempos certos para o início de cada uma dessas ações. Não há como ter pressa na natureza, esta é uma verdade.

A lição é que podemos ter pressa também em nossos relacionamentos, sejam de que espécie forem. Os profissionais, os familiares, os afetivos. Nossos objetivos também têm de passar pelas ações certas, nos seus tempos corretos. Antecipar as coisas não ajuda, e muitas vezes atrapalha.

Assim, um passo de cada vez, e somente quando possível, este é o caminho. Vencer barreiras construídas pelo nosso comportamento, pela nossa história, ou pelo desconhecimento do outro, é um processo bem lento. Se a história é que levantou a barreira, o processo ainda há de ser mais lento. E não se derruba com um trator uma montanha que a história construiu.

A confiança, por exemplo, é uma dessas barreiras. Ou melhor, a falta de confiança. Se nossa história destruiu a credibilidade, e ela a faz com uma incrível rapidez, a reconstrução pode demorar tanto quanto a construção de uma pirâmide.

O processo deve ser paulatino, dosado, meticuloso. O elemento mais importante é a paciência. paciência que muitas vezes não existe. E, em vez de derrubar a barreira, damos a volta por ela, ou mudamos de caminho. Mas ela continua lá, esperando ser desconstruída. O preço vale a pena?
Se sim, paciência. Se não, sempre há os atalhos.

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