segunda-feira, 3 de março de 2008

Paradigmas

O texto em que reproduzi parágrafos do livro de Stephen Covey "Os sete Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes" (ou muito eficiente, ou etc), alguns pessoas com quem convivo quiseram saber se era um recado para alguém.

Não não era. E, sim era. Pois este é daqueles "ensinamentos" que só se fazem presente quando queremos. Na verdade, o recado era para mim mesmo. É uma forma de cristalizar meus valores, minha impressão sobre o mundo. Mas da mesma forma que alguns ensinamentos de outrem batem fundo em nós, pode ser que estas mal traçadas tenham um efeito positivo em alguém.

Eu tinha o bom hábito de fazer às sextas-feiras o que chamávamos de Sexta Feliz. Revezávamos na compra de refrigerantes e salgados e, na hora do café, fazíamos uma reunião de trabalho, uma dinâmica de grupo e então íamos conviver. Fazer piadas, dar risadas, falar sério, reclamar da vida... E eram momentos riquíssimos de aprendizagem, até pelo fato de que a fonte do saber era cada um de nós, por princípio e pela prática.

Falávamos de quase tudo, se não de tudo por falta de tempo. Oferecíamos os feedback necessários, e ouvíamos aqueles a nosso respeito com a deferência exigida. Aproveitávamos para estreitar relacionamentos e aparar as arestas que o dia-a-dia insiste em criar. E, nesses momentos, o aprendizado. Que vinha pelas palavras, pelos olhares, pela emoção ou pela falta dela.

Enfim, momentos fugazes eram fonte poderosa de transformação. Se quiséssemos, E muitos de nós queríamos...

Assim, se você quiser, disse eu a cada uma daquelas pessoas que me perguntarem, SE você quiser, sim, é um recado. Caso contrário, é só um ajuntamento mal feito de frases.

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