terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Exemplos

Um dos meus vídeos favoritos é o da Gabriele Andersen, ao cruzar a linha de chegada da maratona nas olimpíadas de Los Angeles em 1984 (publicado aqui).

Mas uma outra imagem, aliás imagens, chamam minha atenção.

Alessando Zanardi (Alex Zanardi, na fase americana) foi um corredor sem expressão na Fórmula 1. Talvez pela equipe em que correu, mas o fato é que não fez sucesso. Abandonou a categoria e foi para a Fórmula Indy, nos Estados Unidos. Lá, deu grandes shows e transformou-se no bicampeão da categoria. Com um bom carro, parece que era o que lhe faltava.

Convidado a retornar à Fórmula 1, desta vez por uma boa equipe, não reeditou o sucesso da Indy, e retornou a esta após algum tempo.

Pois bem, foi vítima de um acidente terrível, que o levou a perder suas pernas, amputadas na altura da coxa. Contam as histórias de quem o visitou no hospital que era ele, Zanardi, quem consolava sua esposa e filho. E saiu do hospital sorrindo, feliz por estar vivo.

Tempos depois, mostrava que não era bravata. De pernas mecânicas, participou de uma corrida da Indy, simplesmente para receber uma homenagem. Na última maratona de Nova York, participou com um carrinho não motorizado, especial para esse tipo de competição. E continua dando suas entrevistas, cheias de bom humor e motivação, a despeito daquilo que poderia considerar uma tragédia pessoal.

Stephen Covey professa que entre o momento do fato e nossa reação há um tempo que, por menor que seja, nos permite escolher a reação que teremos. Zanardi escolheu ver o lado bom. Escolheu agir, não reagir. Escolheu ser dono de seu moral, e assim se apresenta.

Um grande exemplo, de um grande esportista. Pessoalmente, acredito que nossa forma de reagir às coisas seja um diferencial em nossa qualidade de vida. Assim, se quiser me ver fora do sério, sente-se.

Na vida, precisamos escolher nossos caminhos. E não deixar que os caminhos nos escolham.

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