domingo, 20 de janeiro de 2008

Você escolhe sua programação?

Cada vez que vejo o comercial abaixo, penso que algumas pessoas pensam que somos idiotas, estúpidos.

Senão, vejamos: hoje somos nós quem escolhemos a programação que queremos ver? Claro que não! Mas o discurso abaixo tenta n os convencer que sim.

Concordo com o objetivo da mensagem. O governo está querendo impor regras de programação, e somos bem crescidos ara decidir por nós. Mas daí a dizer que "somos nós que escolhemos a programação" vai uma distância muito grande.

A Revista Veja da semana passada traz uma matéria sobre a Uggly Betty, comparando-a com Bete, a Feia, aquela produção mexicana produzida no Brasil. Apresentada pela Sony, é um grande sucesso, em lugar da pataquada que foi a exibida pelo SBT.

A qualidade da programação é muito inferior (registre-se que exceções. Mas são poucas). Por que quereríamos aumentar a quantidade dessa produção na TV?

É a reserva de mercado televisivo. Se for comparada à reserva de mercado da informática, lembrar-nos-emos da baixíssima qualidade (e baixa tecnologia) e altos custos dos computadores e insumos que vigoraram nos anos 70 e 80.

Esse é um dos mercados mais competitivos do planeta. A qualidade não nasce por decreto, mas pela concorrência. O governo não tem de se meter, a não ser por políticas que aumentem a produção da área, aliada a políticas de qualidade.

Mas não somos nós que escolhemos a programação. Nunca foi e nunca será. As operadoras, a seu bel prazer (na verdade, de acordo com as negociações que lhes interessem) interferem na grade como lhes convém. Sou contra a medida do governo, e repilo a mensagem da ABTA.

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