sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Um novo ponto de vista

Uma amiga soube do acidente que sofri e me disse que, ao menos, estou vendo as coisas por um ângulo novo.

É verdade. Sem poder dirigir, ando agora de ônibus, táxi e metrô. Como tudo tem sua compensação, é muito menos cansativo. Mas tem a quantidade de pessoas, os horários, que não são mais os que queremos, mas os possíveis.

Mas tem mais. Dia destes uma senhora, já na fila do metrô, encetou uma conversação e foi batendo papo até a rodoviária. Em plena cidade de São Paulo! Muito simpática, parecia sentir a dor que nem eu mais sinto. E dá de falar de acidentes e tragédias...

As pessoas são muito diferentes. As mais humildes, e as mais velhas, atenciosas ao extremo. As mais fortes (os mais jovens) são os mais descuidados, por assim dizer. Correm na frente dos mais velhos, não se incomodam em oferecer passagem ou assento.

Também é marcante a feição cansada das pessoas. Dormindo sentadas, muitas de cabeça perfeitamente ereta, sem perder o ponto de descida, nem posso imaginar como.

Nos horários de pico, todos se empurram, para não perder aquele trem. Aquele. Mas, na verdade, estão somente ajudando os da frente a entrar...

Táxis, cada motorista com uma história, cada qual um prefeito em potencial, pois todos têm solução para tudo. Até para AIDS...

É, está sendo um aprendizado. mas eu preferia estar dirigindo...

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