terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Sobre as motos

Estava chegando em São Paulo na última sexta-feira quando os motoqueiros iniciaram sua manifestação contra a proibição de transitar nas faixas expressas das marginais paulistanas. O que assusta, nesse tipo de manifestação, é a linguagem super-agressiva, com insultos gratuitos e palavras de ordem que lembram a todos que “as ruas são nossas”.
Presenciei muitos acidentes de moto nestes anos de trânsito em São Paulo. Muitas vezes, o problema se dá por causa da imprevisibilidade de movimentos das motos. Explico: o motorista, pelos retrovisores do carro, muitas vezes não vê a moto se aproximando, muda de faix, e é atingido por uma, que vem a velocidades muito superiores ao do trânsito local.
Verdade: muitas vezes o motorista nem olha. Sai no reflexo, e às vezes pega a moto em cheio. Noutras, a moto o pega em cheio. De novo, por causa da velocidade, que não permite à moto parar a tempo.
Em ambos os casos, independente de quem seja a culpa, aglomeram-se motoqueiros para intimidar o motorista. Gritos, xingos, ameaças de agressão (algumas vezes até mesmo a agressão). É uma gang informal, que se agrupa para punir o culpado (sempre o motorista) do acidente.
É verdade também que as motos são necessárias, e nossa pizza, nossas entregas rápidas vêm por eles. Mas isto não os torna acima das leis do trânsito. Nem os torna automaticamente candidatos ao Olimpo.
Espero que a restrição seja avaliada com bom senso, e que avance-se para uma solução que impeça mortes, ofereça mais tranqüilidade no trânsito, e deixe os meninos trabalharem em paz. Literalmente.

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