segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Não, não é...

Sobre o texto em que falei das amizades: algumas não mudaram. Ou melhor, mudaram, com as vicissitudes desta vida. Mas não a ponto de mudarem de "classificação", como me disse uma amiga (esta sim, amiga, de sempre e para sempre).

E eu estava mesmo pensando no texto, pois há pessoas que, mesmo que tenha passado um grande tempo, conseguimos retomar a conversa do ponto em que a deixamos. São aqueles amigos que transcendem as formalidades, aquelas ações "de manutenção" tão protocolares. São aqueles amigos que se ligam de vez em quando, e não importa quem ligou por último, retomam o contato. Pois há aqueles que acham que amizade é mico: hora está comigo, hora está com ele. Ou seja, se ligou por último, agora é a minha vez de ligar.

Tenho uma tia que mora longe. Uma tia muito querida. Às vezes, quando posso, passo na casa dela. E minhas estadas são de arrepiar: dez minutos, entro, dou um beijo, um abraço, peço notícias de todos, dou notícias de todos, nunca dou os recados encomendados, e saio voando. Às vezes constrangido pelo vendaval que causo. Mas o importante é o seguinte: vou lá porque gosto. Vou vê-la, oferecer um carinho, mesmo que expresso em meros dez minutos. Se forem seis vezes por ano, já completam uma hora. Mas enfim, o que quero dizer (prolixamente, eu sei) é que essa atenção, esse envolvimento, só se tem com os verdadeiros amigos. Se é forçado, não quero. Cai em outra classificação. Assim sou com meus amigos. Sem cerimônia, sem vergonha, sem regras. E quero que sejam assim comigo também.

Aliás, meus amigos (os de verdade) estão acostumados: - oi, tudo bem? Saudades, tchau. E saio pela vida.

Então, minha querida amiga (isto é uma resposta), você continua no seu lugar. Nós nem planejamos isto, mas quando percebemos o lugar já tinha até escritura.

Quanto aos outros, é uma pena, sinto dizer, mas são só... os outros...

Espontaneidade é tudo!

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