sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

É...

Conversei com aquela amiga, que disse que estava cansada de ler sobre política neste pobre espaço. Eu também estava já agastado em escrever sobre o assunto. Tenho-o evitado, desde então. O momento ajuda, pois nem em política as coisas acontecem muito no começo do ano.

Então, fiz uma reflexão sobre o assunto "blog".

Uma das premissas era não escrever sobre a vida profissional. E a mantenho. afinal, são pontos sensíveis que podem ser indicados aqui. E, ademais, ninguém se interessaria por tão pobre assunto.

Aí, essa minha amiga me falou que queria saber sobre o meu dia. E percebi que não falo dessas coisas com freqüência. E, pessoalmente, não falo nunca. Sou uma pessoa muito, muito reservada, e não gosto de compartilhar detalhes sobre mim. Por isto, neste ponto, vou ficar devendo. O pouco que me permito escrever já é surpreendente perto da reserva que tenho normalmente. Acho que vai continuar assim.

Sobre a política, que abrange muitas e muitas coisas, penso que o brasileiro (nós, eu) já é muito distante desse mundo. Participamos pouco, apoiamos pouco, criticamos com palavras sem ação. Nunca fui de não participar das coisas, e minha vida profissional prova-o. Abdicar do direito (e, ao mesmo tempo, dever) de elogiar e/ou criticar o que fazem nossos representantes seria abdicar dessa participação 9que já é pequena). Por isto, vou continuar.

No fundo, essas observações sobre a política são meros desabafos, que não vão mudar nada em lugar algum. Stephen Covey (Os Sete Hábitos de pessoas Muito Eficientes) desenhou os círculos de influência, incentivando o foco naquilo que podemos mudar, para evitar as frustrações daquilo que não podemos enfrentar.

Neste ponto em particular, e não lembro de mais nenhum outro em que isto ocorra, discordo de Covey. Acho que ele não vai perder o sono por causa disto, mas penso que devemos ser realistas. Criticar e enfrentar o que achamos errado, como cidadãos, pode realmente ser exasperante, pois não há resultados aparentes. Mas pode haver aquela mudança cultural, lenta e inexorável, que leve as gerações futuras à consciência desejada. Por isto, não me deixo abater pelas coisas que não posso mudar, mas também não deixo que elas passem a ser invisíveis. Fingir que as coisas erradas não existem somente nos aliena. Não quero isto.

Finalmente, a falta de posts indica um excesso de trabalho. Ainda bem, né? Assim como não falaria da parte profissional, não posso deixar que este espaço roube tempo da profissão.

Então, resumindo: da vida profissional, quase nada. Da pessoal, lascas ínfimas. Da dura vida de brasileiro, tudo! E vamos de metrô!

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