quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Momentos

De vez em quando sentamos, eu e minha filha, e conversamos. Sem assunto específico, sem marcar nada, sem motivo. Somente conversamos.

Algumas vezes é na cafeteria. Outras, na lanchonete ou em algum restaurante. Outras vezes, é no sofá.

Dura de minutos a horas. Os assuntos são os mais aleatórios. Mas passamos por todos aqueles que temos vontade, nem parecendo ser pai e filha.

Com o tempo, os assuntos, conteúdos dessas conversas, serão apagados. Não conseguiremos mais lembrar do que falamos. A lembrança será somente que falamos. E esses momentos são poderosíssimos, pela carga emocional que podem gerar.

Rimos, nos indignamos, nos emocionamos... Sem travas, sem preconceitos, sem prejulgamentos. Uma relação altamente comprometida, mas descompromissada. Altamente envolvida, mas com limites claros da individualidade e da compreensão individual sobre o mesmo tema. Sim, porque discordamos, também. Mas, na discórdia, descobrimos o que é importante: concordamos em respeitar a opinião do outro.

Chamam-me de coruja, de superprotetor, de tudo. Mas acho que falta, de fato, que compreendam o seguinte: é delicioso ter uma relação assim, gostosa, madura, envolvente, com alguém que amamos tanto.

Ser pai é muito bom!

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