sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Balanço de fim de ano

Não fui o pai que precisaria ser. Nem o amigo, Nem o filho, nem o irmão, nem o cunhado. Como vizinho, deixei a desejar. Assim como cidadão, idem para motorista.

Nem de longe fui o profissional que queria ser. Não consegui fazer todas as coisas que planejei, nem fiz tudo dentro do prazo estimado. Perdi horas e compromissos, assim como desperdicei momentos procurando em mim coisas que não estavam lá.

Acordei tarde em ocasiões que precisava acordar cedo, e acordei cedo demais nos finais de semana. Comi ora legumes de menos, ora de mais. Evitei as carnes, mais do que precisava. E, quando precisava evitá-las, achei a carne fraca...

Sempre corri menos do que me propunha, embora às vezes a correria do dia-a-dia me punha a corre mais do que queria.

Ao longo do ano, vi pouco minha mãe, meus irmãos e meus cunhados e sobrinhos. Os amigos, ficaram perdidas nas páginas de minhas agendas, não consegui mais do que ligar nos aniversários, parecendo mais telegramas fonados.

Sim, é verdade que consegui realizar várias metas. Sim, também é verdades que muitos planos foram cumpridos a contento. Fizemos bons negócios, mantivemos excelentes contatos e relacionamentos. Sim, metas pessoais também foram atingidas e alegrias foram conquistadas. Mas não é a hora de comemorar.

Como balanço de final de ano, diria que preciso melhorar. E muito. Planejar melhor as coisas, e seguir o planejado. Andar a milha extra, como diria Covey.

Preciso olhar minhas necessidades filho e satisfazê-las como pai. As necessidade de pai e satisfazê-las como filho. Enfim, preciso refletir e descobrir o que faltou neste ano, para que minha satisfação fosse completa ou completasse outra pessoa, qualquer delas que tenha feito parte de minha vida. Por um segundo, por uma parte dela, ou toda ela, como é o caso de minha família.

Comemoramos cada vitória isoladamente, pois que merecem essa rápida alegria. Mas as faltas e as derrotas, precisamos lamber essas feridas em ambiente de introspecção, de profunda reflexão.

Ensinou Og Mandino que "o fracasso jamais me surpreenderá se a minha decisão de vencer for suficientemente forte". Eu completo observando que, se soubermos onde melhorar, a vitória é mais que certa, é inevitável. Principalmente na nossa vida pessoal.

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