sábado, 24 de novembro de 2007

Veja essa!

Os Estadus Unidos sempre são citados por causa de sua justiça. Lá, tudo acaba indo às cortes. Tropeçou na rua? Processo a prefeitura. Queimou a boca no restaurante porque a comida estava muito quente? Processo!

Agora, uma seguradora está processando uma mulher que, atropelada, utilizou o seguro para a assistência médica. Em processo contra o atropelador, conseguiu uma indenização e recebeu US$ 700.000,00. Descontadas as custas judiciais, ficou com pouco mais de US$ 417.000,00. No processo, foi condenada a pagar para a seguradora em torno de US 470.000,00. Ou seja, mais que o líquido que recebeu na justiça.

A decisão baseia-se numa cláusula do contrato que dizia que, se recebesse indenização pelo evento, o segurado deveria ressarcir a empresa pelos custos do tratamento de saúde.

Pois bem, eu achava que a saúde no Brasil era ruim... ah, mas é. Não é este o ponto. O ponto é que a saúde ainda vai acabar com os Estados Unidos. .. ok, deixe-me refrasear: os custos da saúde ainda vão abalar a economia dos Estados Unidos.

Os candidatos a candidatos a presidente dos Estados Unidos fogem da questão. É tão espinhosa que todos se deram mal ao abordá-la. Ford e GM já culparam o seguro saúde como um dos grandes custos que têm de arcar. E a saúde é bem tratada, ou não é. O SUS de lá é bem melhor que o de cá, mas não se compara ao serviço prestado aos assistidos pelo seguro.

Bem, lá a ré (
Deborah Shank) está viva para protestar. Na cadeira de rodas, mas viva. Aqui, como seria?

De qualquer forma, esta é uma decisão que aplica a lei, mas está longe de fazer justiça. Justiça, mesmo, não é o caso dos Estados Unidos. Aplicar a lei, sim.

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