quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A ANAC

No dia da Fórmula 1 em SP, chuva. Foi o que bastou para aquele caos todo em Congonhas. Peraí: de novo?

Quando Jobim tomou posse, disse que resolveria os problemas. E determinou uma série de medidas que esvaziaram o saguão de Congonhas. Descrevi neste blog a diferença brutal de então com o "antes". E, ao longo do tempo, venho escrevendo que, aos poucos, o movimento se aproximava dos observados antes das queda do avião da TAM.

Prova disto é o reflexo de uma simples chuva no aeroporto. De novo, pessoas esperando muitas, muitas horas para embarcar.

O que mudou, de concreto? Não sei. Sei que nossa espera, agora, em vez de ser no saguão, é no avião. Já fiquei uma hora dentro do avião parado, para uma viagem de 45 minutos. Noutra ocasião, fizemos a viagem de 45 minutos e ficamos outros 40 sobrevoando Santos, à espera do momento de aterrisar.

As medidas anunciadas bombasticamente foram no melhor estilo "para inglês ver". Os problemas continuam, porque nunca foram resolvidos de fato. E, no GP da Fórmula 1, tenho aqui minhas suspeitas. Pois descer em Congonhas é muito mais próximo de Interlagos do que descer em Guarulhos. Os vôos que trariam o público, então, seriam para onde?

Enquanto isto, nosso ministro da defesa, ora de bombeiro, ora de soldado das selvas, vai desfiando ironias à aviação. É certo que não se vê mais rebeliões de controladores. E é certo que as medidas foram tomadas (se foram sustentadas, é outra história). Mas o passado nos permite desconfiar que haja uma grande dose de manipulação da verdade e uma outra grande dose de autoritarismo. E nem uma coisa e nem outra resolverão nossos problemas.

Para encerrar: o presidente da ANAC sai de cena. Milton Zuanazzi entregou o cargo. O que ele fez de bom? Não sei. recebeu uma medalha, acho. De ruim? Deixou os aeroportos sob a influência única da inércia. Que, com toda a "resistência" do dia-a-dia, acabou pior do que era. Vai tarde!

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