terça-feira, 9 de outubro de 2007

Faça o que digo...

Acusado por todos os lados, Renan Calheiros se declarou inocente. E isto bastou para que não se afastasse da presidência do senado. Afinal, nada restou provado. Eram apenas afirmações de outrem.

Agora, foi acusado de, através de seu assessor, espionar (ou tentar) senadores da oposição (a si). Conseqüência: afastou o assessor.

De duas, uma: ou o assessor é culpado, e o afastamento se deu porque a acusação tem sentido, é verídica; ou o senador faz uso de dois pesos e duas medidas.

Pois bem. Quando a acusação era contra si, bastou a contra-afirmação de que era inocente. No caso do assessor, que não deve ter a mesma credibilidade (ao que parece), ele o afasta, mesmo sem provas. Foi para o sacrifício. Será outro aloprado? Outro daqueles que, sob a alegação de "fi-lo ao meu alvedrio", assumem culpas que não lhes pertencem (unicamente)?

Ressuscitado, o senador do PT, como é mesmo o nome dele... ah, o senador Mercadante, O Abstêmio, declarou que consegue dez assinaturas do PT pela cassação do presidente do Senado. O que mudou? O muro caiu? Há alguma prova que não havia no caso da empreiteira? O senador foi ameaçado? Magoou-se com alguma coisa? Agora volta-se contra aquele contra quem não se tinha a menor prova?

As novelas da Globo andam a perder (o gerúndio faz falta..) público. Não é para menos. A TV Senado pode, em cores reais, mostrar muitos dos componentes das tramas montadas. Há romance (acho que sim, foi um romance, acreditemos); há vilões (muitos, pelo menos quarenta), há intrigas (agressões em boates, espionagem, bate-boca). Há os herói... (maldade, da brava, mas foi irresistível. Além da língua plesa, ops, presa, o herói adora um "s", come todos os que encontra numa frase)...

Diria o poeta morto: Brasil, mostra sua cara...

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