terça-feira, 16 de outubro de 2007

Estereótipos?

Recentemente li num artigo uma referência azeda de um jornalista a um estereótipo aplicado ao Brasil. Mas não concordo com o azedume, embora concorde que haja mesmo imagens que são emprestadas a pessoas, países, tecnologias e outras, transformando-se em ícone, quer gostemos oi não.

Mas pelas ruas de Manaus vejo sinais desses estereótipos: cocares, artigos indígenas, imagens de onças, araras, papagaios... E quem as está divulgando é o público local, que lucra com isto.

Nas ruas de Salvador, as imagens das baianas. Por Salvador e Recife, por exemplo, imagens de coqueiros, sol, mar e... mulatas. Muitas mulatas. Quer estereótipo maior?

O fato é que estereótipo vende. Quem esteve em Manaus terá uma tendência de lembrar do Brasil pelas imagens locais. Idem para quem esteve em Porto Alegre, Recife, Belém. Não vale para São Paulo, que tem uma imagem difusa de metrópole problemática. mas vale para o Rio, com a importante diferença que é uma cidade que não precisa criar estereótipos. Seus ícones são suas belezas naturais, e incluem-se aí as imagens das belas mulheres nas praias. Assim, na lembrança real ou idealizada do Rio, praias linda, paisagens lindas, mulheres lindas.

É ou não um estereótipo? Mas nem por isto é menos verdadeiro.

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