segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Dois pesos, duas...

Quando Rubens Barrichelo deu passagem para Schumacher na Áustria, em 2002, a manobra foi tachada de marmelada, vergonha, daí para baixo.

Em 2007, com a evolução dos tempos, a manobra de Massa em favor de Raikonnen foi jogo de equipe. Como "equipe de futebol", como citou nosso locutor esportivo obrigatório (por causa do monopólio).

Como dois eventos de mesma origem e tipo conseguem sensibilizar de forma tão diferente? Na primeira ocasião, a FIAT do Brasil protestou, segundo noticiários da época. Será que agora se antecipou, e tratou de acalmar os ânimos chauvinistas bem cedo?

Não gosto do Galvão Bueno. Ele interrompe seus comentaristas e desdenha de suas opiniões. Se perde em apologias do nada, e gosta de adivinhar, não narrar, os eventos esportivos. Adivinha o que está pensando, o que está querendo, o que está sentindo.

Só para comparar, ontem vi o VT da cortida no SporTV. É descomunal a diferença da dupla Sérgio/Lito. Eles narram como uma dupla de fato, um admitindo a possibilidade do outro estar correto. E suas análises são sempre mais acertadas que o trio de ouro. Um exemplo: enquanto o trio tentou, por vários e intermináveis minutos, adivinhar o que acontecera com o carro de Hamilton, Lito e Sérgio mataram na hora: "- a marcha não entrou!"

Tristeza é não podermos escolher, por uma tremenda dominação negocial-financeira, onde vamos assistir os eventos. A solução é simples: veja na Globo, ouça em qualquer rádio.

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