sábado, 22 de setembro de 2007

Companhias agradáveis

Saí cedo, para uma viagem de carro. Resolvi me isolar dos problemas do país, e dos meus próprios. Coloquei um CD, com os melhores rocks de todos os tempos, e depois com os rock baladas. Esta sim, foi uma viagem

Minhas companhias de viagem: Pink Floyd, Led Zepellin, Rolling Stones, Beatles. Eagles, no Hotel California. Enfim, um mosaico de canções que me levavam ora a um momento de minha vida, ora a outro, em saltos não programados, mas eletrizantes.

Interessante como a música desperta outras sensações. Cheiros, gostos, sentimentos, lembranças que contextualizam. Músicas como Starway to Heaven, não à toa chamado de o Hino do Rock, com uma letra que hoje nem sei se gostaria, mas com uma carga de memórias que realmente a tornam eterna.

Quem se lembra de Suzi Quatro, B.J. Thomas, SDimon & Garfunkel na melhor forma? Mais: quem se lembra da época em que fizeram sucesso suas músicas? Lembra da vozinha pueril de Nika Costa? Lembra da voz portentosa de Freddy Mercury?

Pois bem, não foi uma viagem (física) curta. Foram várias e várias horas. Esqueci-me da vergonha do senado, do presidente com a diarréia verbal, dos mensaleiros. Voltei ao passado (que digo que nem está tão distante, mas ninguém concorda). E era uma época em que, claro as coisas eram diferentes. Eu era diferente. E via as coisas de forma diferente.

Fernando Sabino escreveu que tinha medo de encontrar nas esquinas de Londres o jovem assustando que fora vinta anos atrás. Já eu gostaria de encontrá-lo, ou melhor, a mim, para conversarmos da nossa vida. Que, afinal de contas, estava escrita naquelas músicas.

Foi um dia cansativo em termos de trabalho. Mas relaxante, muito relaxante, pela viagem à minha própria história (às vezes estória).

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