segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Consumidor

Tive um celular que tinha uma falha de segurança. Perdi-o, comprei outro igual, meses mais novo. Ainda estava lá a falha. Entrei no site da empresa, registrei a ocorrência, sabe o que aconteceu? Nada. Nem aquele e-mail protocolar dizendo que tinham recebido minha ocorrência. E a falha lá...

Recebi uma ligação da TV a cabo para ... assinar a tv a cabo. Como assim? - Como é que vocês têm então meus dados? Bem, foi uma falha...

Liguei para o atendimento da operadora de telefonia celular, tratei de vários assuntos, um dos quais não era com a mesma pessoa. É só transferir, certo? Não, eles não conseguem transferir a ligação. A própria empresa...

Os serviços no Brasil ainda são um território de ninguém. Quem defende os consumidores? Um e outro, heróis anônimos. Mas, no atacado? Não, ninguém defende. No caso do telefone celular, imagine se a falha fosse comprovada. Um recall. Quanto custaria à empresa? Não seria bom deixar acontecer...

Nossos cadastros são vendidos a preço de banana (ok, bem mais caro). Você já não ouviu falar que há camelôs em São Paulo que têm o cd da Receita Federal? E que têm informações de todos os brasileiros que declararam renda? Pois é, todos sabem, mas os cds continuam à venda.

Outro dia fui visitar um grande banco. por ser amigo de alguém, entrei para a área reservada. Pasme, microcomputadores de mais de quinze anos de idade. Impressoras quase pré-históricas. Sim, um banco, desses mesmos que estão anunciando lucros cada vez maiores.


bem, se é assim nossa cultura em coisas pequenas, imagine nossas pontes, estradas, equipamentos, aeroportos, aviões... Nos estados Unidos, dois dias depois da queda da ponte, foram anunciadas inspeções em outras centenas na mesma condição. Ou seja, lá também existe o problema, mas a resposta é rápida. Dois dias! Uma medida concreta.

Só para lembrar: aqui, o presidente demorou três dias para acordar e lamentar. Somente lamentar. Que não é uma medida concreta...

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