sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Amigos

Já quase perdida no tempo, uma experiência no mínimo bizarra.

Entramos no Colégio Técnico de Química, depois de um vestibulinho daqueles, eu e um amigo feito no cursinho preparatório. Dia de matrícula, ambos lá para o início. Claro que os veteranos estavam prontos para o trote. A dias do carnaval, não queríamos raspar a cabeça, mas como fugir dos veteranos?

O colégio se chamava então COTICAP, hoje ETECAP. Ao lado de um cemitério, dividido por um muro. Na hora de fugir dos veteranos, pulamos esse muro, e fomos nos esconder no necrotério. garantimos o carnaval ainda de cabelos, e foi uma das experiências malucas da dupla.

Hoje, decorridos quase vinte anos, recebo uma ligação no celular. Era o próprio amigo fugitivo. depois de anos, o que dizer? Muito. As amizades não se esvaem facilmente, e depois de breve retomada, se renovam.

Ao longo dos anos, sempre quis saber onde estaria aquele amigo de tantos momentos. Casado, três filhos, mesmo humor ferino, já combinamos a indefectível sessão de recordações.

É, amigos são o tempero da vida. Que seja, pois, bem temperada.

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