quarta-feira, 11 de julho de 2007

Senado Federal

O senador Renan Calheiros resolveu endurecer. Para tirá-lo, não basta cara feia. Tem de sujar as mãos.

Sujar as mãos? Quando é que se suja as mãos? Para pegar coisas limpas, ninguém suja as mãos. Mas, se a coisa está enlameada, é outra coisa.

Ele disse que não sabe de quee é acusado. Senador, senador... leia um pouco, senador. Demóstenes Torres gritou lá da patuléia: é de quebra de decoro!!! Mas, quem ouviu? Não quem interessava.

Senador, senhor é acusado de ter despesas pessoais pagas por uma empreiteira. Sua respostaà acusação, senador, não foi convincente. O Jornal Nacional mostrou que as alegações são inverossíveis. Assim, senador, sane as dúvidas. Ninguém se interessa pela sua agenda horizontal, cmo diz o Elio Gaspari. Mas é relevante para a nação saber quem paga suas dívidas.

E os senhores senadores, que fazem? Uns exigem. Outros, calam. E calam fundo. Compromisso, senhores, é com o povo. Por menos que se queira. Ensina a moral, tão esquecida nestes dias, que verdade, honestidade e honra fazem parte do ideário popular. Não fosse assim, não teríamos tantos exemplos de funcionários humildes e pobres que, encontrando grandes somas de dinheiro, o devolvam para seus donos. Não precisavam fazer isto. Não têm contas em bancos, os valores não aparecem em extratos, não há testemunhas, não há ex-mulheres e caseiros. Mas eles devolvem o dinheiro. Sabem por quê? Porque são pessoas essencialmente honestas, para quem honra e verdade têm importância. A conta da luz, a comida na mesa, roupas, tudo isto é importante. Mas, senhores senadores, uma cabeça erguida, para essas pessoas, é muito mais importante que o benefício do conforto pessoa.

Precisamos de brasileiros que se preocupam com outros brasileiros. Basta de brasileiros comprometidos com o próprio umbigo.

Senador Renan Calheiros: o autismo não lhe pega bem. Só mostra que, como presidente do senado da república, temos uma pessoa que nem jornais lê. Pior: envolvido num escândalo, prefere apostar no conto de fadas.

Precisamos é de realidade.

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