domingo, 1 de julho de 2007

Saudades do PT

Antes de assumir o poder, o PT era um partido puro. Radical, mas puro. Embora não tivéssemos confiança para lhes dar cargos majoritários, era bom ver que alguém ainda se preocupava em apurar acontecimentos, conhecer as verdades. E estava sempre e sempre procurando chifres, mesmo em cabeça de cavalos, em busca de culpados.

Aquele saudoso PT tratava todos como culpados. E estava sempre atiçando os cães em cima desses acusados. O julgamento era prévio, e o partido não descansava senão quando já tinha infernizado bastante a vida desses "criminosos". Sim, era um outro PT. Esta é a fotografia do passado.

No presente, ainda há a fotografia, mas vemos somente o negativo. E em plena época de fotos digitais, onde o negativo nem existe mais.

Mas agora o PT é constitucionalmente correto. Todo mundo é inocente até que se prove sua culpa. Principalmente aliados. Mas, um momento! Todos são aliados!
O presidente Lula já manifestou seu apoio a Renan Calheiros. Assim como a Dirceu. Palocci. Aos aloprados. Enfim, hoje o PT é só absolvição. Do Lulinha Paz e Amor chegamos ao PT Paz e Amor.
Saudades daquele PT que investigava, que queria a todo custo a verdade. Era tanto que até irritava. E hoje também irrita. Pelo motivo contrário.

O PSOL, de Heloísa Helena, é o PT do passado. Sem o mesmo radicalismo, embora ainda radical. Mas está fazendo sua parte. Pediu investigações contra Renan. Agora contra o Bezerroriz, ops, desculpe, Roriz.

Está fazendo um belo trabalho pela pátria, esse PSOL. Vamos combinar o seguinte: não elejamos nunca um de seus membros para cargos majoritários. Porque Lord Acton tinha razão: "o poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente."

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