quarta-feira, 25 de julho de 2007

Perguntas que não querem calar...

  1. Para que mesmo serve a ANAC?
  2. Se o aeroporto de Congonhas não tinha problemas, por que é mesmo que foi suspensa a venda de passagens?
  3. Se não precisava do grooving, por que é mesmo que a pista foi reformada?
  4. Se a pista era segura, por que é que os pilotos não querem mais pousar em Congonhas com a chuva?
  5. E, da mesma forma, se era segura a pista, por que só agora as companhias aéreas não querem mais que seus aviões pousem em Congonhas?
  6. Se a lâmina d'água não estava acima de 3mm meia hora antes da tragédia, por que motivos ela não aumentaria com o aumento das chuvas?
  7. Se não há caos aéreo, por que mesmo caiu o ministro da defesa, Waldir Pires?
  8. Na CPI hoje (25/07), o presidente da ANAC Milton Zuanazzi lembrou das medidas que, desde dezembro, foram tomadas de forma emergencial e resolveram os problemas. Por que é mesmo que essas medidas não foram observadas por mais tempo (ou durante todo o tempo)?

Ninguém tem culpa, mas 199 pessoas morreram desta vez. Ninguém tem culpa, mas já não se pode mais vender passagens saindo de Congonhas. Ninguém tem culpa, mas os vôos foram redistribuídos. Pista foi fechada/reaberta/refechada... Nas entrevistas, na CPI, na imprensa, ninguém tem culpa, todos fizeram sua parte. Mas 199 morream.

Lula precisa ser o estadista que imagina ser. Trocar a diretoria da ANAC, trocar o ministro da defesa (já o fez, hoje), trocar o presidente da Infraero. Precisa assumir as rédeas e montar uma operação em que, mais importante que se livrar das culpas, seja a segurança do passageiro. Esta, em evidência, hoje está valorizada. Para sofrer a erosão da falta do olhar atento da sociedade, falta que determinará o esquecimento com essa segurança. E, tristes de nós, esquecida a crise, voltam as cuecas, os dólares, as malas, as vacas...

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