segunda-feira, 23 de julho de 2007

Monarquia

O governo decretou: estamos numa monarquia. Enquanto Dilma governa, junto a Mantega, Lula é o rei do Brasil. E tem somente atribuições representativas, como deve acontecer. Viaja, representa, brinca, se esconde. E viaja, e se esconde. E discursa. E reclama. E fica magoado...

O representante das massas, aquele que saiu dos meios mais humildes, batalhou, virou gente grande... e perdeu o contato com suas origens. A barba espetada já não existe, deu lugar a uma bem cortada. E os ternos já são de, quem diria, yuppie. Nunca antes neste país se viu uma transformação tão grande de um presidente.

Mas o povo ainda vê sua majestade com a roupa invisível. O povo não vê que Lula está nú. Porque o povo ainda quer ser defendido por um dos seus. Porque Lula passou fome, tem uma mãe que nasceu analfabeta, está com o coração sangrando... Lula sabe o que o povo sofre. E Lula é quem, no ideário popular, salvá-los.

Salvar de quem? Daqueles políticos de carreira, gente que promete acabar com os marajás e vai, logo que eleito, para uma ilha paradisíaca descansar. E se mete no maior escândalo da história (Collor). Cansado daquele que era professor, mas entregou o ouro aos bandidos (FHC). E daquele, bom gerente, bom moço, mas cuja esposa ganhou mais de 400 vestidos. Esses, que diferença fez para a classe mais humilde sua passagem pelo poder? Pouca, ou nenhuma.

Lula, com suas bolsas, com a estabilidade (herdada) personificou a melhora de vida dos humildes. Responsável ou não, ele surfa na onda desse sucesso.

Vai ser difícil ele perder popularidade. Tem de acontecer uma coisa muito ruim, algo como invadir a novela das oito e matar a mocinha. Pouco provável. Mas a história não assiste novela, e é escrita por olhos de outra classe. Mais crítica, menos necessitada. gente com um preço maior que uma bolsa família.

Se um ficou famoso pelo "esqueçam o que escrevi", este vai querer que esqueçam e não escrevam...

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