segunda-feira, 9 de julho de 2007

9 de julho

Feriado em São Paulo. Mas não para mim. Estou longe, onde a luta paulista não chega a emocionar.
Mas deveria. Aquela era uma época (1932) em que as pessoas ainda se importavam com a política. Lembremos que a luta era pela reforma constitucional. Não à toa falei de mudanças constitucionais neste espaço.

À medida em que o tempo passa o eleitor-cidadão vai se distanciando das discussões da pátria. Como desabafo, todos participam. Mas é só. A última grande manifestação popular foi a do impeachment. Antes, a Diretas Já. Depois...

Acho que o problema não é das pessoas. É do sistema. Discutir é uma coisa. Mas, e a ação? Que ação tomar? Pelas vias normais, não há saída. Nossos representantes não nos recebem, ou o fazem com um cinismo de enjoar. Manifestações são tão inócuas que não adianta fazê-las. Violências, nossos dias as estão eliminando. O que fazer, então? Votar? Sim, votar seria uma solução. Mas severinos, rorizes, barbalhos, fugidos de punição, acabam sendo reeleitos. Pelo povo. Que parece gostar deles, e da realidade representada por eles.

Assim, que resultado dá votar?

O fato é que é saudoso o fato de alguém participar da vida política do país, fora os políticos. Quando Lula alegou que no congressso há 300 picaretas, ele estavam outro lado da cerca. Ainda jogando pedra no telhado de vidro. Dos outros. Hoje, aquele Lula, que participou das Diretas Já e do Impeachment está em cima do muro. Tucanou? Pior é que não...

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