sábado, 9 de junho de 2007

Sessão Lula

Pilatos?
O irmão de Lula está encrencado. Vários indícios de que quis se beneficiar de uma suposta influência o colocam na mira da polícia e justiça. Lula foi avisado antes da batida da PF na casa do Vavá. Isto é certo? Não sei. O que sei é o seguinte: quando os escândalos envolviam amigos, Lula saiu em sua defesa. Dirceu, Palocci, os aloprados... Até em defesa de Chávez ele saiu. Mas em defesa de vavá, não. Lula calou-se. Irritou-se um uma pergunta a respeito, na Europa. Vale mais ser amigo do presidente que irmão?
Claro que o irmão é um ilustre desconhecido. Alguém que não tem poder e não tem influência. Diferentemente dos amigos...

Perguntar ofende!
Lula irritou-se com a pergunta sobre o irmão, quando estava na Europa. Disse que a pergunta poderia ser feita no Brasil, depois de sua volta. E queria falar sobre as deliberações da cúpula.
Lula estaria correto se tivesse o hábito de falar sobre esses assuntos. Se fosse mais democrático, se fosse mais transparente, podia mesmo cobrar isto da imprensa. Mas não é. É, então, natural, que a imprensa aproveite as oportunidades para perguntar o que o país quer saber.

Chávez, democracia e legalidade
Lula disse que Chávez foi democrático ao fechar a RCTV. Tanto quanto seria se a deixasse funcionando. Acho que ele quis dizer que, sob o ponto de vista da legalidade, Chávez esteve correto. Não foi ilegal o fechamento, com isto todos concordamos. Mas foi, sim, um ato antidemocrático. Porque Chávez quis calar uma incômoda oposição. E foi o que fez. Se foi dentro da lei, ah, esta é uma questão acadêmica. A TV está fechada, a oposição perde um meio de se manisfestar. Democracia é isto?


E o Bóris Casoy?
Dizem várias fontes, uma delas o Senador Antônio Carlos Magalhães, que Bóris Casoy foi demitido da Tv Record por pressões do PT, a mando do presidente Lula. (Veja mais aqui).
Pois bem, o que fazia Casoy? Falava. Falava o que queria, sempre com muito tato e cuidado, mas incisivo, pondo o dedo na ferida. O que incomodava muito o presidente e o PT. A pressão relatada contra a TV Record foi financeira, inclusive. Quem viu o triste fim de gente importante do PT não pode duvidar dessa pressão.
O fato: Casoy era independente. Fazia oposição quando ela se apresentava nos fatos. Não era por ideologia de forma de governo, partido, etc. Era o princípio da verdade. Nem sempre concordava com ele, mas sempre saudava alguém se manifestando com tal independência. A ser verdade a versão da demissão por pressão, o ocorrido tem muito a ver com a RCTV. Calou-se um "inimigo". Certo que aqui houve mais tato e discrição. Inclusive da parte do jornalista. Mas foi um triste evento para nossa democracia. E, neste caso, pode-se dizer que tenha havido legalidade? Que o fato foi democrático?
Parece que os iguais se entendem...

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