terça-feira, 12 de junho de 2007

Reforma Partidária

Está em curso no congresso uma discussão que pode alterar radicalmente a forma como elegemos nossos representantes. É o voto de lista. O partido político, em convenção, define uma lista ordenada de afiliados. O povo passa a votar no partido, que, conforme a votação, vai " alocando" seus candidatos (na ordem da lista).

Quer dizer quer o voto passa a ser no partido, e não no candidato. Em última análise, o partido é quem escolhe quem vai exercer o mandato. Claro, na prática, sabemos (os que se interessam) a ordem da lista. Mas é um engessamento do processo. Quem duvida que nas cabeceiras da lista vão estar aqueles figurões, os coronéis dos partidos?

Nesta última eleição, o povo rechaçou nomes tradicionais das casas, em benefício de caras novas. Se o figurão tiver influência no partido, ficará nas cabeceiras. E garantirá sua eleição antes dos demais.

No Brasil, partido político prescinde de ideologia. Aqueles que escolhemos como oposição logo estão nas graças do governo. E a situação (governo), por conta de desacordos, logo se confunde com oposição. Assim, qual é a justificativa para esse golpe de estado contra o voto nominal?

É preocupante que no Brasil as grandes discussões ocorram à margem da sociedade que vota, e se restrinja à sociedade que é votada. Uma característica negativa, mas nem de longe culpa somente dos políticos. O povo se inteira pouco dessas mudanças, por uma percepção de que pouco ou nada tem a ver com sua vida cotidiana. E, assim, passamos recibo aos políticos, um cheque em branco, para ser usado como bem entender a classe política.

Aqui, um pouco mais sobre a reforma política.

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