sexta-feira, 15 de junho de 2007

Explica aí

Quando os bancos sentiram necessidade, foram à luta. E fizeram. Hoje, quem tem problemas de crédito em um lugar, dificilmente consegue fazer operações em outros lugares. O resultado? Muito simples, um cadastro único, Ou, ao menos, um único ponto de consulta para onde se dirigem todos para obter informações.
Ah, sim, os bancos se uniram, investiram e fizeram essa "maldade" tecnológica porque saía mais barato que arcar com os prejuízos relacionados. Afinal, os únicos beneficiados são eles.

O importante é que provaram que pode ser feito. Baseados no CPF, o resto é detalhe na pesquisa. E CPF, como se sabe, só se pode ter um...

Mas nós, que não vivemos em banco, temos outras obrigações. Temos uma certidão de nascimento, que serve de base para o RG, que serve de base para o CPF. Daí nascem a carteira de trabalho, o passaporte, o título de eleitor, a carteira de motorista. E, quando casamos (os que conseguem), uma certidão de casamento. Que obriga a uma atualização de vários dos documentos que já tínhamos... Quando morrermos, alguém de nossa família, de posse da indefectível certidão de óbito, irá de ponto em ponto, para, sem simpatia de ninguém, contar que passamos desta para melhor...

Ah, tem ainda aqueles outros: carteirinha do plano de saúde, do banco, do cartão de crédito, da farmácia, da biblioteca, do acesso à internet...

É tão difícil assim pensar de uma forma integrada, holística, única? Uma ação positiva dos nossos governantes seria a junção dessa nossa vida hiper-simbólica. Ou seja, além de nossos nomes (obrigatórios), somente um número (não estas dezenas atuais). E, entranhado a esse número, informações sobre nós: com quem casamos, de quem separamos, quem são nossos pais e filhos, se estamos aptos a dirigir... E, se ao nascermos, já ganhamos essa identificação, ao morrermos a sociedade burocrática automaticamente será notificada. Sem o menor pesar, ainda assim. Não seria bem mais prático?

Já se vão décadas da passagem do ministro Hélio Beltrão, o da Desburocratização. Na sua época, a informática ainda não podia tanto, a internet não era senão uma aposta de alguns centros de excelência americanos. Hoje é diferente: os bancos me rastreiam, as multas me perseguem, todos montados na informática. Ora, é uma ferramenta, e pode ser utilizada também para o bem (maldade minha).

De quantas siglas nos livraremos? PIS, PASEP, CNH, CPF, daí vai...

O Brasil já inovou mundialmente com as urnas eletrônicas (com todas as restrições que nós podemos fazer. Ora, mas nós, brasileiros, gostamos mesmo é de reclamar do Brasil, como disse ontem Lula). Agora, podemos dar um passo gigantesco na direção da unificação dos registros oficiais. Com tanto cartorialismo por aí, será que a medida interessa?

Um comentário:

  1. Um chip resolveria esses problemas,
    rsss... já pensou?
    Beijos,
    Lilian.

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