sábado, 23 de junho de 2007

Brasilidades

Aeroportos e autoridades
Finalmente uma ação concreta! Afastaram os controladores que estavam liderando/participando das operações destinadas a causar transtornos aos passageiros. Sobre eles, tenho a dizer o seguinte: já que não queriam mesmo trabalhar, que sejam afastados. Avião não é só turismo. É trabalho e necessidade. Mas quem vai ao aeroporto, não importa o motivo da viagem, precisa ser respeitado. Os controladores não estão preocupados com isso.
Já a declaração da Marta é um acinte, um achincalhe. E ela é ministra! Mas viaja mais nos aviões da FAB, não enfrenta o caos que os simples mortais enfrentam.
E a declaração do Guido Mantega, então, parece resultado de conversa de bar. Daquelas em que, filosifica e etilicamente, propomos as causas e soluções das mais esdrúxulas para qualquer problema. Quer dizer, então, que o governo não trabalha com cenários futuros, preparando a infraestrutura para o grau de crescimento (ou prosperidade) esperado? Sim, ele é ministro também. Mas nem parece...

Controladores
Mas uma coisa precisa ser dita: quem entra em órgãos públicos, com suas paredes mofadas, equipamentos antigos, móveis em estado de decomposição, pode imaginar como está o aparelhamento dos controles de vôo. Nesse ponto, dou razão aos controladores. Que tal chamar uma empresa para avaliar as condições de trabalho desses profissionais? Isento necessariamente, o resultado pode, além de propor medidas, analisar os dois lados da questão.

Boiada das Alagoas
No escândalo do PC Farias (de Alagoas, também), surgiram cheques sacados contra o Banco Rural. Os horários mostravam movimentação nas madrugadas (autenticações). Foi uma das provas contra os asseclas do Caçador de marajás, pois não se tem notícias de bancos abertos nesse horário para saques com cheques).
Agora, no novo escândalo, as GTA (Guia de Trânsito de Animais) apresentadas para comprovar a venda de bois pelo senador Renan Calheiros foram emitidas pela prefeitura da cidade onde o Prefeito é ... Renan Calheiros (o filho). Confiamos?
Na época de Collor, a operação Uruguai (a que comprovaria um empréstimo que teria financiado todo o luxo do então presidente) foi desmontada graças a indícios nos documentos, mas principalmente pela participação da secretária do escritório envolvido, denunciando o fato.
E agora? Agora, aind não temos a secretária. Mas como a palavra "renúncia" não existe no dicionário do senador, vamos cassá-lo. Assim ele nem precisa aprender outra palavra.

Ainda Boiadas
O senador Renan Calheiros anda desqualificando as denúncias contra ele. E fala, sem o menor constrangimento, que não há de errado com tudo aquilo que já vimos. A tropa de choque diz a mesma coisa. Isto é o Brasil, que mostra cada vez mais o acerto daquela frase de Fernando Sabino:

Dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica!
Vamos então casar essa frase de Sabino com esta abaixo, de autoria controversa:

Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei.
E vamos nessa, Brasil!

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