sábado, 5 de maio de 2007

Resposta a um e-mail

Recebi um e-mail que fez algumas ponderações sobre o que escrevo. Vou responder por post porque a conta do e-mail, diz o meu serviço de entrega, não existe. E porque é interessante o que ele diz.

Primeiro, um esclarecimento: não publico o original porque está cheio de palavrões. Se se tratasse de um comentário, eu o publicaria. Sou contra a censura. Mas foi um e-mail, ainda tão recheado de palavrões que me permito o direito de não publicá-lo.


Nada contra quem fale palavrões. Mas eu não falo. Escolhi assim. Acho que me comunico satisfatoriamente bem sem precisar empregar palavras chulas.

Sobre o governo Lula
Não é minha intenção transformar este pedacinho de bits em palanque contra ou a favor do governo. Mas as ações que estamos assistindo influem tanto em nossas vidas que não posso deixar de comentar.
Parece que esta é uma das frustrações de meu correspondente. Ele me cobra uma posição. Binária: a favor ou contra o Lula?
Respondo: nem a favor, nem contra.
Fosse eu a favor, obrigar-me-ia a procurar, de lupa e microscópio, se fosse o caso, erros em suas ações. Por que ser a favor não implica em concordar com tudo que ele faz. Ao menos, não para mim. Como me parece que a militância já adota essa postura de adesão automática, minha posição não parece fazer diferença alguma.
Por outro lado, fosse eu contra, com a mesma disposição procuraria ver o lado positivo das ações do presidente. Para que minha consciência ficasse em paz. Já que sou contra, tudo tem de ser negativo? Não acredito nisto.

Acredito, sim, numa postura mais construtiva. Distanciada o suficiente para saber que em tudo há o lado positivo e o lado negativo. E que minha posição sobre o governante não deve influenciar meu julgamento sobre seus atos. Enfim, uma isenção saudável, que promove um julgamento equilibrado.

Assim, caro amigo, se Lula merecer crítica, segundo minha opinião, ele vai receber algumas. Se for o caso de elogios, segundo minha opinião, ele vai recebê-los também.
Não preciso me valer da binariedade do sim-não para julgar elaborar minhas opiniões. Preciso, sim, avaliá-las à luz de minhas crenças e convicções.

Minhas viagens
Tem razão, não interessam a ninguém. Mas como o leitor mais assíduo de meu blog sou eu mesmo, e eu não tenho reclamado, minhas voltinhas vão continuar a aparecer.

Meu "estilo"
Diz esse meu amigo que não tenho um. Que me perco entre tentar ser engraçadinho e atualizado (não nestes termos). Concordo, novamente. Não tenho estilo. Quem sabe se este exercício me possibilitará, algum dia, ter um? Mas agradeço as críticas. Serão mais alguns anos de psicanálise, mas tudo bem.

Assuntos
Estou preparando uma série de posts que vão esclarecer alguns dos textos publicados. A experiência de Milgram, a pirâmide de Maslow, o texto da Marina Colasanti, o poema de Kipling e o extrato de 1984. Não se trata de um universo restrito de temas, mas algumas das bases de análise que gosto de utilizar. Vamos combinar assim: sempre que for citar alguns desses, menciono no título, assim você pode escolher nem lê-los, ok?

Objetivos?
Embora ele pareça ter lido vários de meus posts, acho que ele perdeu um, o que falo dos objetivos. Repito, nenhum em especial. É somente uma maneira de compartilhar algumas de minhas idéias e experiências (estas não profissionais, de preferência). Tanto que ele não é divulgado de forma alguma, somente através de uma menção no meu perfil do Orkut. Que parece ser onde ele me descobriu.

Caro amigo, mande outras mensagens. Como comentários, se for o caso. Estes estão sob moderação somente para o caso daquelas mensagens ofensivas, que pretendo deletar. Mas enquanto se restringirem a críticas 'a minha falta de estilo, falta de assunto e etc., publico, sem problemas. Não vou ser como o Zagallo, mas digo somente o seguinte: estou me divertindo, e enquanto isto continuar, vou publicar minhas mal digitadas linhas.

Seja bem-vindo.

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